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Nessa semana me deparei com um vírus virtual. Estava eu trabalhando, quando a janela do MSN começou a piscar. Era uma amiga enviando um emotion seguido de um arquivo chamado “Photos”. Não tive nem dúvidas e cliquei, afinal, é comum trocarmos fotos e textos pelo Messenger. Minha ação gerou uma reação incontrolável, o vírus tomou conta do programa e enviou a mesma mensagem que eu havia recebido para todos os meus contatos que estavam on-line.

Alguns amigos que receberam a mensagem vieram me perguntar do que se tratava, outros disseram que não conseguiram abrir e, infelizmente, a minoria clicou no arquivo e acabou na mesma situação que eu.

Desesperada tentei fechar o MSN e não consegui. O vírus era tão poderoso que bloqueou todas as alternativas de fuga que eu tinha em mente. Como nenhum comando funcionava, restou desligar o computador diretamente na CPU.

Enquanto o antivírus procurava o monstro que invadiu meu computador, eu escrevia um e-mail para todos meus amigos os alertando em não abrir o arquivo. Para minha surpresa, uma colega de trabalho falou que duas amigas suas receberam o mesmo vírus pelo Messenger e também mandaram e-mail avisando os seus conhecidos.

A internet revolucionou a nossa vida, trazendo grande auxílio tanto no trabalho, quanto na escola e no lazer, ela tornou-se uma grande aliada do nosso cotidiano. As ferramentas de mensagens instantâneas como o Messenger (MSN), o Y! Messenger, o Orkut, o Google Talk, o e-mail e diversos outros tornaram a comunicação mais rápida e eficiente entre as pessoas.

Apesar de tantas facilidades, essas ferramentas podem trazer muitos transtornos aos usuários desatentos. Ao invadir seu computador, o racker pode pegar informações sigilosas, como arquivos, fotos e até a senha do seu banco (caso você faça transações on-line).

Para tentar evitar esse tipo de transtorno, a primeira coisa que o internauta deve fazer é instalar um antivírus no seu computador e sempre estar o atualizando. Os rackers são muito rápidos, sempre estão lançando novos vírus e estes são cada vez mais poderosos, por isso a atualização é fundamental para a proteção do seu computador.

Outra dica é desconfiar de qualquer link e arquivo que seus amigos passam através destas ferramentas de comunicação instantânea. Antes de abri-lo, bata um papo com ele e pergunte detalhes destas informações. Quando a conversa for muito breve, ou só oferecer um link para você abrir, desconfie imediatamente.

No Orkut é comum recebermos mensagens escritas em inglês, estas, na maioria das vezes, são vírus. No e-mail geralmente os vírus vem camuflados através de falsas premiações ou oferecendo serviços milagrosos. Se o seu anti-spam não marcar essas mensagens como suspeitas, não pense duas vezes antes de delatá-las.

Não precisamos ser grandes conhecedores do mundo da informática e da internet para protegeremos nossos equipamentos. Estes pequenos cuidados podem ser feitos por qualquer internauta e livram você de diversos transtornos e constrangimentos. Também não é necessário gastar dinheiro comprando antivírus, algumas empresas oferecem ferramentas de segurança gratuitas para download. Ao seguir estas dicas você irá garantir uma comunicação virtual mais segura e tranqüila.

O marido, o filho mais velho e o futuro neto de Agnes estão na China

Maria Agnes Graeff Machado, 51 anos, é natural de Dois Irmãos. Quando ela ainda era bebê, os pais vieram morar no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo, onde abriram um mini-mercado e tiveram mais quatro filhos. Em outubro de 1975 casou-se com João Luiz Machado, aos 18 anos, e teve o primeiro filho, o qual chamou de Fabiano. Dois anos depois, voltou a estudar, terminou o Ensino Médio e cursou Magistério. Quando o filho estava com seis anos começou a pedir um irmãozinho e, em 1983, Agnes deu a luz a Fábio e, quatro anos mais tarde, a Fernanda.

Como o marido viajava a cada 15 dias há trabalho, precisou deixar de lecionar para ficar em casa cuidando dos filhos, até que todos tivessem autonomia de ir e vir da escola. Voltou a trabalhar quando Fernanda estava com nove anos. Nunca deixou de alimentar o sonho de cursar o Ensino Superior. Em 2000 iniciou o curso de Pedagogia na Unisinos e em julho de 2007 se formou. Contudo, só em dezembro recebeu o presente de formatura: ficou sabendo que seria avó.

A vida da mãe Agnes se parece como tantas outras histórias, exceto por três grandes detalhes: o marido reside há cinco anos em Guangzhou, na China, e, há dois anos, o Fabiano se mudou para Pequim com a esposa, onde decidiram ter um filho. Mesmo com os três morando do outro lado do mundo, ela sempre está sorrindo. A mãe dedicada e preocupada com a educação dos filhos, sente-se muito orgulhosa da família que constituiu.

Na sexta-feira, dia 03, a estudante de jornalismo Daniela Cristina Machado foi entrevistar Agnes na sua casa. Conheça um pouco mais da sua história de vida e saiba como essa mãe dribla a saudade do marido, do filho mais velho, da nora e do futuro neto.

novohamburgo.org / Daniela – Conte como você conheceu seu marido e como foi a sua primeira gravidez.

Agnes – Eu conheci o João no “Colégio Pasqualini”. Começamos a namorar em um passeio que fizemos com a turma da escola, na época eu tinha 16 anos. Quando completamos um ano de namoro, ele me pediu em noivado e já iniciamos o enxoval. Casei-me com 18 anos e fomos morar ao lado do armazém do meu pai. Aos 19 anos ganhei meu primeiro filho e tive que parar de estudar, só faltava um ano para me formar no Ensino Médio. Compramos um terreno no bairro Canudos e nos mudamos para lá.

novohamburgo.org / Daniela – Você voltou a estudar depois disso?

Agnes – Sim, quando o Fabiano completou dois anos eu voltei a estudar. Deixava-o com a minha sogra no turno da tarde e ia para o “Colégio Santa Catarina” concluir o Ensino Médio e fazer o curso de Magistério. Comecei a dar aula em 1981 na “Escola Estadual João Ribeiro”, no bairro Canudos, para uma classe de 32 alunos. No final deste mesmo ano, fiz um concurso da Prefeitura e passei a lecionar na Rede Municipal de Ensino.

novohamburgo.org / Daniela – Depois disso você engravidou de mais um menino. O Fabiano não sentiu ciúmes?

Agnes – Não, muito pelo contrário. O Fabiano tinha seis anos, já estava na pré-escola e via que todos seus coleguinhas tinham irmãos. Então, ele seguido pedia um irmãozinho. Lembro-me que em agosto, no Dia dos Pais, ele tinha que levar alguns objetos que o pai utilizava no trabalho e, como o João sempre trabalhou na área coureiro-calçadista, deu para ele uma cepa de madeira. Quando o Fabiano chegou em casa naquela noite, a colocou do lado de sua cama e disse que aquilo ali era o seu irmão. No mês de dezembro daquele mesmo ano descobri que estava grávida e, em agosto de 1983, tive o Fábio. O Fabiano ficou muito feliz com a chegada do irmão, não me lembro de ter visto ele com ciúmes. Os dois sempre brincavam e, quando o Fábio já estava com uns cinco anos, o Fabiano o levava junto no Centro para alugarem fitas de vídeo-game.

novohamburgo.org / Daniela – Como foi à chegada de uma menina na família Machado?

Agnes – Quando eu engravidei pela terceira vez todos da família diziam que eu tinha que ter uma menina, mas no fundo achava que seria mais um menino, até já sabia o nome que colocaria nele. Todas as roupinhas que comprei eram cores neutras, como branco, amarelo e verde, só havia comprado um tip-top rosa. Porém, na noite anterior ao parto, uma de minhas cunhadas sugeriu que eu colocasse o nome de Fernanda caso o bebê fosse menina. Na mala que preparei para levar ao hospital, coloquei, bem no fundo, um tope rosa que fiz com uma fita mimosa. No dia seguinte, antes de entrar na sala de parto, falei para a minha sogra que, se caso nascesse uma menina, era para ela pegar o tope que estava no fundo da sacola e prender no cabelo do bebê. A Fernanda nasceu e foi àquela festa. A minha sogra foi correndo pegar o tope.

novohamburgo.org / Daniela – Você, como professora, deve ter sempre incentivado seus filhos a estudarem.

Agnes Eu sempre gostei muito de estudar. Meu marido só conseguiu terminar o segundo grau e eu, no final de 2007, me formei em Pedagogia na Unisinos. Nós sempre demos prioridade para a educação de nossos filhos. No turno contrário as aulas, todos praticavam algum esporte e faziam inglês. Sempre acreditamos que a língua estrangeira traria boas oportunidades para eles. Em casa, os três tinham que fazer o tema antes de brincar, isso era indispensável. O meu marido trabalhava muito e não podia estar tão presente quanto eu, mas ele sempre incentivava as crianças a estudarem. O Fabiano se formou em Comércio Exterior na Unisinos, o Fábio se forma no início de 2009 em Publicidade e Propaganda, também na Unisinos, e a Fernanda está cursando Designer na Feevale.

novohamburgo.org / Daniela – Então, vocês achavam importante os filhos, mesmo ainda sendo pequenos, estudarem um outro idioma?

Agnes – Com certeza. O Fabiano conheceu a esposa no segundo grau e os dois faziam curso de inglês. Desde que se formaram no Ensino Médio, começaram a trabalhar e economizaram para viajar aos Estados Unidos. Ficaram dois meses lá, onde fizeram um curso de inglês. Quando voltaram, conseguiram bons empregos. Depois o Fabiano começou a trabalhar na Dell e, em 2006, a empresa o transferiu para uma de suas filiais na China.

novohamburgo.org / Daniela – No final do ano passado você descobriu que seria avó. Como você recebeu essa notícia e como lida com a distância?

Agnes – Quando soube que seria avó foi uma emoção indescritível. Na ecografia deu 85% de chances de ser um menino. O Fabiano e a Lisandra até já escolheram nome: Guilherme. O bebê só nasce em julho, mas já tem até perfil no Orkut e todas as “ecos” que a minha nora faz ela posta no YouTube, além de nos enviar diversas fotos por e-mail. Nos finais de semana falo com eles pelo MSN. Eu queria muito que tivessem um filho, porque já estão preparados para isso. As pessoas acham que é fácil ir morar fora do país, mas as coisas são bem mais complicadas do que imaginamos. No primeiro mês que o Fabiano e a Lisandra estavam lá tiveram vontade de vir embora, mas agora eles não têm previsão de quando vão voltar, porque gostam de mais da China, a qualidade de vida é muito superior a nossa. A distância é ruim, mas não sofro com isso, porque fico feliz em saber que eles estão bem. Nas datas especiais a saudade aumenta ainda mais, mas sempre damos um jeito de manter contato.

novohamburgo.org / Daniela – Como você mantém a sua relação com o eu marido

Agnes – Todas as noites converso com o João pelo MSN ou pelo telefone. Com o tempo aprendi a lidar com a saudade. O ser humano se adapta rápido as situações que lhes são impostas. O namorado da minha filha mora na Itália e sei que daqui algum tempo ela também vai ir embora. O meu outro filho, o Fábio, está com planos de, futuramente, trabalhar fora do país. Vamos esperar para ver o que acontece.

novohamburgo.org / Daniela – Em sua opinião, o que significa ser mãe e como uma mãe deve agir como seus filhos?

Agnes – Nenhuma mãe é perfeita. A gente sempre acha que poderia ter feitos algumas coisas diferentes. O que importa é ser coerente como o que se diz e com o que se faz. As ações e as palavras são de extrema importância. A mãe sempre deve incentivar os seus filhos a serem alguém na vida e valorizar as coisas que eles fazem. Cada filho tem as suas qualidades e os seus defeitos. Além disso, é claro, a mãe deve dar muito amor, carinho e atenção a eles.

novohamburgo.org / Daniela – O que você sente pelos seus filhos?

Agnes – Sinto muito orgulho de todos eles. Me emociono ao falar disso. E sei que eles ainda vão me dar muitas alegrias.

Entrevista publicada no site Novohamburgo.org

De tempos em tempos acontece um fato que choca e ao mesmo tempo mobiliza o país. Quando se refere à violência praticada contra uma criança, a proporção desse acontecimento toma rumos inimagináveis.

Há um ano e dois meses atrás, João Hélio Fernandes Vieites, de 6 anos, foi mais uma vítima da falta de segurança pública no nosso país. No dia 7 de fevereiro de 2007, o menino estava no carro com a mãe quando foram abordados por assaltantes, no bairro Osvaldo Cruz, Zona Norte do Rio de Janeiro. A mãe saiu do veículo, mas não conseguiu retirar a criança, que estava no banco traseiro, presa ao cinto de segurança. Durante 7 km João Hélio foi arrastado pelo carro conduzido pelos bandidos.


Há um mês, no dia 29 de março, Isabella Nardoni, de 5 anos, morreu após ser asfixiada e jogada do sexto andar de um prédio de classe média localizado na Zona Norte de São Paulo. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, são os maiores suspeitos de terem cometido o crime.

Os que esses dois casos têm em comum não é apenas a atrocidade com que foram cometidos, mas também o sensacionalismo provocado pela mídia e pela população. Claro que os veículos de comunicação estão cumprindo o seu papel de informar, contudo essa cobertura passou dos limites. Até um salão de beleza que funciona defronte a delegacia onde estão transcorrendo as investigações, chegou a lugar a sacada para cinegrafistas e fotógrafos pegarem os melhores ângulos dos acusados e das testemunhas. O pai e a madrasta de Isabella precisam de ajuda policial para sair de casa tamanha a aglomeração dos jornalistas e do povo.

Pra que tudo isso? O caso Isabella Nardoni virou novela, mini-série. Pessoas deixam de trabalhar para ficar em volta da delegacia ou da casa do pai e da mãe da menina. Fico me perguntando por que elas não se juntaram para lutar por melhorias na segurança pública, na educação e na saúde ao invés de tentarem fazer a justiça com as próprias mãos. O caso do menino João Hélio também teve esse sensacionalismo, todavia já foi quase esquecido. Ou por acaso alguém viu essas mesmas pessoas que cercaram a delegacia onde estavam os assassinos de João Hélio protestando em Brasília por maior rigor nas leis penais?

Não, ninguém viu. Parece que a maioria só quer ter alguns minutos de fama em rede nacional. Cansei de ver repórteres sem ter mais o que falar do fato perguntando à opinião pública Quem é o autor do crime? Pensei que esse era o papel da Polícia.

Para se ter uma idéia de como as pessoas foram influenciadas pela mídia no envolvimento com o caso, o site de relacionamentos Orkut possui mais de mil comunidades relacionadas à Isabella. A maioria delas pedindo justiça. Diversos perfis foram criados para Alexandre Nardoni. Pessoas se passam por ele, para abrir um espaço onde todos possam deixar seu recado. A página de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina, registra centenas de scraps, os quais passam palavras de consolo de brasileiros que moram dentro e fora do país.


O portal de vídeos YouTube tem mai de 600 vídeos postados referentes à Isabella
, sendo que a sua quase totalidade dedica-se a homenageá-la com fotos e músicas. Os portais de notícias, os telejornais e as rádios estão atualizando o caso a todo o momento. Os jornais e revistas estampam em sua capa reportagens especiais sobre o caso. Esse é o assunto do momento, quase não se fala de outra coisa.

Até o mês passado não sabíamos nem que Isabella Nardoni existia, hoje conhecemos sua casa, o colégio onde estudava e os coleguinhas. Sabemos quais eram seus hobbies preferidos, assistimos vídeos de seus aniversários e apresentações de dança e teatro, fotos de seus passeios, etc. Enfim, ela acabou se tornando parte de nosso cotidiano, pois ao entrarmos em contato com qualquer veículo de comunicação lá vai estar o caso sendo noticiado. E mesmo que consigamos fugir da mídia, em casa, na escola, no trabalho, no supermercado, no bar da esquina, o assunto vai ser discutido pelas pessoas.

Ao mesmo tempo em que a grande maioria da população brasileira se interessa em saber as novidades das investigações, outra mísera minoria protesta. Silenciosa e quase imperceptível. Como a comunidade do Orkut CASO ISABELLA=SENSACIONALISMO! que possui apenas 182 membros, número muito inferior à comunidade ISABELLA NARDONI * Isabella *, com 135.023 membros.

Será que essa mesma mobilização aconteceria se a menina fosse de uma família humilde? Certamente ganharia apenas um pequeno espaço em alguns veículos de comunicação e com certeza não ocuparia 35 minutos da programação do Fantástico.

Não quero parecer incessível. Também fiquei chocada e indignada com a morte de Isabella. Mas a questão que estou criticando aqui é o grande espetáculo que a mídia criou em cima desse caso.

O problema maior é o proveito que alguns estão tentando tirar dessa situação. O YouTube está sendo um dos espaços onde esses sujeitos procuram se auto-promover por conta desse crime. Existe um vídeo chamado Isabella Nardoni Música preferida dela que na verdade não passa de um videoclipe caseiro de funk que não tem nada a ver com a garota. Ao olhar o número de acessos (15.853), podemos notar que todas essas pessoas, assim como eu, procuravam informações sobre Isabella e acabaram se deparando com um tal de Mc Waguinho fazendo performances para a câmera.

Mas o pior ainda não é isso. Ao digitar no campo de busca do Facebook o nome da menina encontrei, entre as diversas notícias, opiniões, fotos, vídeos, sites e blogs, charges de humor negro sobre o caso. Uma delas mostra (em formato de desenho) Isabella sendo chamada a voar por Peter Pan. Sem pensar, a menina se joga da janela e cai no jardim do prédio. Outras duas comunidades do Orkut acreditam que a justiça só será feita se chamarem os personagens do filme Tropa de Elite e do seriado americano CSI.

Pessoas que fazem esse tipo de brincadeira com um fato tão sério, são tão ou até mais insanas como esses criminosos que mataram Isabella e João Hélio. Sem dúvida a mídia, ao insistir tanto em um mesmo assunto, incentiva a produção virtual tanto da avalanche de materiais de apoio à mãe e homenagens a menina, quanto brincadeiras sem nenhuma graça.

Enquanto a imprensa se mobiliza no caso Isabella, 110.783 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue só no Rio de Janeiro e outras 92 já morrem. Estamos diante de um grave problema de saúde pública que atingir todo o país e faz mais vítimas a cada dia. Mas sobre isso, ninguém fala mais nada.

Opinião publicada no site Portal3 e no Novohamburgo.org