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Personalidade é uma palavra em baixa nestes últimos tempos. Na verdade, algo que caiu no esquecimento de muitas pessoas.

Vestido bandage

Fui a uma formatura de segundo grau no final do ano e fiquei impressionada com a quantidade de meninas se vestindo de forma igual. Vestidos e saias no estilo bandage (curtos, bem colados e de uma só cor) faziam parte do look de 99% das garotas que estavam se formando. Completavam o visual saltos altíssimos, cabelos lisos e muita maquiagem.

Para se ter uma ideia do quão curto eram os modelitos, elas  precisavam segurar as saias na hora se subir os degraus do palco. Pensei que era algo apenas entre os adolescentes, mas no início do ano fui a uma festa onde entravam apenas pessoas acima dos 21 anos e me deparei com o mesmo cenário. Recebi diversos olhares de desaprovação pelo meu vestido colorido e soltinho.

Nada contra a moda bandage, mas fico me perguntando se estas mulheres não se importam de serem exatamente iguais umas as outras. Logo elas, jovens e bonitas, que sempre tentam se destacar umas das outras e vivem em um clima de “competição”. Logo elas, que se dizem tão independentes, mas que dependem totalmente da personalidade das outras para existirem na sociedade.

Tudo bem que o mundo da moda sempre girou em copiar aquilo que é apresentado nas passarelas e no corpo das celebridades. Porém, nunca vi tanto ctrl+c e ctrl+v no mundo real. Até então, os modismos eram tratados como tendências e cada um se apropriava daquilo que lha caísse melhor.

Amy soltando a voz em Santa Catarina

Amy fazendo show em Santa Catarina

Falam tão mal da Amy Winehouse e ela é um dos maiores exemplos de personalidade própria que conheço. Apesar dos seus vícios, ela não foi na onda de clonar as demais cantoras populares para ter fama. Não liga para modismos e não precisa fazer coreografias para impressionar ninguém, afinal o negócio dela é cantar, e muito!

Artigo publicado no site Novohamburgo.org

Skate e música fazem uma ótima combinação. Não acredita? Está aí o No memory card para provar que uma banda de hardcore pode criar sim um estilo de vida. A ideia de fazer um som junto surgiu em 2008 quando os três skatistas Thom, Dudu e Billi resolveram transformar em notas musicais a paixão pela música e pelo skate.

No memory card apresentando o style da banda

O estilo cool de ser é expresso nos cabelos, nas roupas coloridas e nos bonés grandes. Os músicos estilosos já tinham os instrumentos, mas mesmo assim só começaram a ensaiar no segundo semestre de 2009, pois resolveram juntar uma grana primeiro para comprar os equipamentos que faltavam. O som acústico começou a feito na garagem de casa.

Alguns acontecimentos pessoais levaram Billi a se afastar da banda por algum tempo e foi nessa mesma época que surgiu o quarto elemento: Johnas. Atualmente a No memory card é composta por Thom (baixo/vocal), Billi (guitarra/vocal), Dudu (guitarra/vocal) e Johnas (bateria). A gurizada descolada apostou nos sites de redes sociais para divulgar o seu trabalho. Gravaram vídeos dos ensaios e colocaram no YouTube. O cover de Yesterday tem mais de 400 visualizações no canal de Thom. E por falar nele, o baixista concedeu uma entrevista. Acompanhe!

De onde surgiu esse nome criativo da banda?

Eu tinha essa ideia na cabeça há bastante tempo e desde sempre falava que quando tivesse um banda ela iria se chamar No Memory card, sem nenhum motivo maior, apenas por que o nome é legal e me lembra vídeo game e diversão. Ah, e sem falar que é um nome perfeito para uma banda de hardcore.

Vocês se inspiram em que bandas para fazer o som?

As principais bandas que nos inspiram e influenciam são: Blink 182, Mest, Nofx, MxPx, Lagwagon, Millencolin, Sum 41, Goldfinger, Green day, The Early Strike, New Found Glory, The Offspring e Bad Religion.

A banda possui músicas próprias?

Temos músicas próprias, mas oficialmente tocamos somente duas. No papel existem muitas outras e já estão sendo preparadas para estarem o mais breve possível no setlist da banda. Dentre elas as principais são: Eu não quero trabaiá, Gorda baleia, Medo de garotas, Gorda gordo e Cachorro não vê carro. A grande maioria dessas letras foram compostas por mim e Billi, mas algumas também tiveram participação do Dudu.

A banda fazendo sua apresentação no Pop Cult

A No memory card já se apresentou em algum lugar?

Nos apresentamos em abril no Pop Cult , um barzinho alternativo de em Novo Hamburgo. Mas pretendemos fazer muitos outros shows.

E sobre o jeito de se vestir, da onde veio a inspiração das roupas e dos cabelos coloridos e de todo o estilo da banda?

A banda leva muito a sério essa questão de estilo e pode se perceber que cada um tem um toque diferente, seja nas questão das roupas ou no cabelo. A inspiração vem do skate e do estilo Hardcore californiano, mas uma coisa é certa, o estilo de meias altas, camisetas de bandas e bonés grandes nenhum dos quatro abre mão.

Vocês criaram o estilo próprio de vocês?

De certa forma sim, a gente se inspira em bandas que gostamos, mas não queremos “ser” igual elas ou nos esforçamos pra isso.

Qual a relevância que a aparência tem para a sua banda?

A gente procura se sentir bem com nós mesmos e outra, quem não gosta de andar bem vestido?

Desde quando você toca? Da onde veio a paixão pela música?

Bom, sempre sonhei em ter uma banda, tocar, agitar a galera, mesmo não sabendo tocar nada. Comecei a tocar violão no final de 2008, depois passei para a guitarra, até que no primeiro semestre de 2009 comprei meu baixo e desde então, nunca mais o larguei. A História dos outros garotos é praticamente a mesma, o Billi começou a tocar comigo, o Dudu toca desde os 15 anos e o Johnas desde os 13 anos. É, fica bem claro, que todos nós temos a música em nosso sangue e que queremos isso para a nossa vida.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho dos caras, entre na comunidade do Orkut e assita os vídeos no YouTube.

Post publicado no blog Quatro Frequências, da disciplina de Estágio Multimeios da Unisinos, a qual cursei no primeiro semestre de 2010.