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Mulheres são sinônimos de beleza, inteligência e superação

No dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, costumamos receber diversos e-mails, principalmente de marcas de roupas e calçados, parabenizando as mulheres pelo seu dia e falando das promoções especiais feitas exclusivamente para a data. Nos jornais impressos, sites, programas de rádio e televisão lá estão às homenagens para mulheres famosas, guerreiras e batalhadoras.

E, por mais que este seja o primeiro ano que temos uma presidenta do Brasil, quando penso em mulheres que são exemplos de superação, lembro-me daquelas que fazem – e fizeram – parte do meu cotidiano: mães, avós, bisavós, tias, madrinhas, irmãs, amigas e professoras.

Foram elas que me ensinaram brincadeiras e receitas; mostraram como cuidar e limpar a casa, o carro e uma criança; deram o passo a passo de uma maquiagem e da forma correta de se vestir em casa ocasião; incentivaram a leitura, os estudos e a escolha de uma profissão; passaram seus valores sobre respeito, educação, cidadania e cultura.

As mulheres do meu cotidiano nunca me deixaram desanimar, desistir ou temer. As mulheres do meu cotidiano explicaram as diferenças entre seguir o caminho certo e o errado. As mulheres do meu cotidiano discutiram comigo sobre religião, política, relacionamentos e futilidades. As mulheres do meu cotidiano me ensinaram os verdadeiros valores de uma mulher.

Poemas, canções, serenatas e declarações feitas até hoje não conseguem expressar o quanto as mulheres são magníficas, maravilhosas e maiúsculas. A todas às mulheres do meu cotidiano, que embelezam dia a dia a minha vida, muito obrigada!

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MulheresAs águas de março anunciam o fim da estação mais quente do ano e também da dieta forçada. Durante três meses uma grande parcela da população feminina controlou o desejo de comer um delicioso prato de macarronada e virou amiga inseparável da alface e do frango grelhado. Sobremesa? Esquece! Só frutas da estação, no máximo um picolé de limão.

Academia lotada, clínicas de estética com falta de horários. Lipos, drenagens, massagens e tudo mais que possa ser útil para perder aqueles quilos a mais. E pra que tudo isso em época de Mulher Melancia, Mulher Moranguinho e até Mulher Salada de Frutas? A obsessão por um corpo perfeito é uma das maiores preocupações da mulher atualmente.

A calça favorita não fecha mais, a blusinha usada apenas uma vez está um pouco apertada. Tudo isso frustra uma mulher, e muito! Mas uma gordurinha a mais não significa que você ficou menos feminina ou feia. Stress, trabalho, correria, estudo, ansiedade, filhos. Vários fatores contribuem no aumento do peso, isso tudo porque você simplesmente não tem mais tempo para cuidar de si própria.

Neste dia tão especial quero mostrar o que é ser uma mulher de verdade. Não estou me referindo às modelos internacionais ou as estrelas de Hollywood. Falo daquelas mulheres que acordam cedo para trabalhar seja em uma empresa ou em casa. Daquelas mulheres que fazem milhares de coisas ao longo do dia e a noite vão estudar ou para casa ficar com o marido, cuidar dos filhos, dos irmãos, dos netos…

Mulheres de verdade são aquelas que usam saia mais comprida para esconder as varizes, tentam controlar a celulite e as estrias com cremes, escondem as tenebrosas espinhas que insistem em aparecer “naqueles dias” com base, devoram com muita vontade uma barra de chocolate na TPM e tem um arsenal de roupas pretas para afinar o corpo.

Posso falar de muitas qualidades destas mulheres do mundo real, mas não vai adiantar, afinal, que mulher está satisfeita com o seu corpo? São poucas que se aceitam como são. A amiga magérrima, o inimigo chamado espelho e a baixa auto-estima contribuem para aumentar em várias vezes aquelas gordurinhas localizadas. Mas faça o teste, pergunte para seus amigos se eles preferem uma magrinha ou uma mulher com mais substância. A resposta será em sua maioria “mulher gostosa, do estilo Juliana Paes”.

Então, Gisele Bündchen que me desculpe, mas uma coxa grossa vale mais que pernas de graveto e cintura Olívia Palito. Esse mundo ilusório da beleza ideal disseminado pela mídia definitivamente não existe no dia-a-dia. A felicidade não está em uma calça tamanho 36, mas na satisfação de sair com as amigas e comer sem culpa batata-frita com catchup e refrigerante.

Pelo menos no Dia da Mulher assuma quem você é. Ame a si mesma e esqueça o que as outras mulheres pensam de você (pois sabemos que no mundo feminino existe competição entre os seres do mesmo sexo). Fique feliz por não estar neste “mundo da fantasia” apresentado pela mídia onde até se passa fome para manter o peso ou onde a mulher que tem atributos em abundância vira Rainha do Funk. Parabéns a você, Mulher de Verdade!