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Livro traz discussões teóricas sobre as redes sociais

Livro traz discussões teóricas sobre as redes sociais

Qual o impacto das redes digitais nas relações sociais? O que são sites de redes sociais? Como acontece a disseminação da informação nestes espaços? Como estão organizadas as comunidades? Você sabe o que são topologias de redes sociais?

Estas e outras perguntas são respondidas no livro Redes Sociais na Internet, de autoria de Raquel Recuero. O PDF completo do livro pode ser baixado no site http://www.redessociais.net/.

Jornalista, professora e pesquisadora do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas, Raquel já escreveu diversos artigos sobre o tema. A pesquisadora também possui blog onde fala sobre ciberespaço, jornalismo digital e, principalmente, redes sociais.

Indico esta leitura aos estudantes de comunicação e também àqueles que têm interesse de entender um pouco mais como acontece o fluxo de informação na Web.

O grupo Processos comunicacionais: epistemologia, midiatização, mediações e recepção (PROCESSOCOM), da Unisinos, lança seu segundo livro: Perspectivas Metodológicas em Comunicação: desafios na prática investigativa.

A obra coletiva reúne pós-doutores, doutores, doutorandos, mestrandos e bolsistas de iniciação científica que contribuíram com textos que propõe diferentes visões sobre metodologia para o campo da pesquisa em Ciências da Comunicação. O prólogo do livro é assinado pelo teórico Jesús Martín-Barbero.

O grupo Processocom, que existe desde 2002, procura formar pesquisadores e a partir de práticas metodológicas alia sabedorias milenares às novas estratégias para contribuir com soluções de históricos problemas sociais e políticos.  

Serviço

Livro: Perspectivas Metodológicas em Comunicação: desafios na prática investigativa
Lançamento: 30 de setembro (terça-feira)
Horário: 18h
Local: Saguão da Biblioteca da Unisinos, campus São Leopoldo
No evento, o livro será vendido a preço promocional

Sobre o grupo

O grupo de pesquisa Processos comunicacionais: epistemologia, midiatização e recepção – PROCESSOCOM trabalha na fundamentação, construção e sistematização de investigações científicas na área das Ciências Sociais Aplicadas, e mais especificamente, em Comunicação.

Tem como linha central a formação de pesquisadores numa perspectiva transformadora e explora, em termos metodológicos, uma epistemologia crítica que busca articular sabedorias milenares com estratégias inovadoras para a resolução de problemas de relevância social, histórica e política.

Está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

O livro

O PROCESSOCOM apresenta seu livro Perspectivas metodológicas em comunicação: desafios na prática investigativa. É a segunda obra, feita por muitas mãos que se entreajudam e se solidarizam para avançar, agora, em reflexões metodológicas relativas ä pesquisa em comunicação a partir de quatro eixos: Transmetodologia, Perspectivas históricas, Cartografia e Desafio empírico do concreto.

Estas problematizações são alimentadas pela práxis de grupo e pelas particularidades das trilhas de investigação de cada um, que se fazem em diferentes níveis de complexidade. Eis uma tecitura feita de múltiplos olhares e que deixa visível o seu processo.  

Os pensamentos revelam a riqueza e a diversidade de preocupações metodológicas que acompanham a caminhada do grupo e de seus integrantes, assim como expressam o seu compromisso transformador. Contribuir para o desenvolvimento da dimensão metodológica na pesquisa comunicacional e socializar essas contribuições é uma das dimensões deste compromisso, que se materializa neste livro. 

Autores

Alberto Efendy Maldonado
Bruno Alencastro
Carmem Rejane Pereira
Cristiane Grings
Daniel Barsi Lopes
Daniela Cristina Machado
Daniela Maria Schmitz
Débora Ertel
Fernanda Guimarães Cruz
Graziela Bianchi
Jiani Adriana Bonin
Lisiane Machado Aguiar
Martina Eva Fischer
Nísia Martins do Rosário
Rafael Tourinho Raymundo
Sabrina Bochi dos Santos
Virgínia Sá Barreto

Texto: Patrícia Spier

Foto: Daniela Machado
Numa época em que participar de um movimento estudantil significava correr muitos ricos, entre eles até a morte, os jovens não se acuaram, pelo contrário, lutaram bravamente. Tanto que, até hoje, as suas vozes ecoam pelos cantos do país.

Contudo, essas são histórias do passado. Nos dias atuais, a maioria dos jovens não pensa coletivamente, isola-se do mundo e, às vezes, luta pelos seus ideais particulares. Nem os escândalos políticos do governo Lula mobilizaram os estudantes. Nenhuma bandeira foi levantada, nenhuma faixa foi lida e nenhuma voz foi escutada.

Mesmo assim, ainda existem aqueles que desenvolvem uma consciência política, discutindo e amadurecendo as suas idéias em pequenos espaços. É o caso dos Grêmios Estudantis nas escolas e dos Diretórios Acadêmicos (D.A) e dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) das faculdades e universidades.

Na semana passada aconteceu às eleições do novo Diretório Acadêmico da Ciências da Comunicação da Unisinos, que representa todos os estudantes dos cursos de Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Jornalismo.

Porém, o número de votos foi baixíssimo. Fiquei espantada com a falta de conhecimento dos estudantes. Fiz uma pequena enquete com alguns alunos e maioria não sabe o que é um D.A, para que ele serve e onde ele se localiza dentro do campus. E os alunos que o conhecem, geralmente não costumam participar de suas ações, de suas eleições e muito menos de sua formação. O D.A da está localizado em cima do restaurante Fratello, mas apenas um cartaz torto, contendo os eventos realizados pelo diretório durante a sua gestão, identifica o lugar.

Como explicar tamanho descaso com um grupo que, pelo menos na teoria, representa a voz dos alunos de comunicação e luta por melhorias no ensino e na universidade? Talvez seja pela falta de envolvimento e divulgação do próprio D.A. Não é comum presenciarmos reivindicações, projetos, eventos e discussões organizadas pelo diretório. Falta de Comunicação em um D.A que representa os alunos da área de comunicação é algo grave.

Mais grave ainda é a falta de interesse dos estudantes. Para ser eleita uma chapa precisa de, no mínimo, 10% de votos do número total de estudantes do Centro da Comunicação. O que não tem sido tarefa fácil. Deve ser pela falta de cumprimento das promessas, que ano após ano, são pronunciadas nos discursos e publicadas nos panfletos, mas nunca são colocadas em prática.

Está cada vez mais difícil encontrarmos jovens interessados em exercer a democracia. No mês passado participei de uma palestra sobre a importância do voto aos 16 anos. O assunto que dominava a sala lotada de jovens entre 15 e 17 anos não era o debate sobre a participação dos estudantes no processo eleitoral do país, mas sim a atualização das fofocas do final de semana.

Se a participação política em pequenos espaços já é pequena, imagina em esfera nacional. O cenário político do Brasil está cada vez mais se encaminhando para a corrupção e para o descaso com a população. Nós eleitores esquecemos-nos do poder que temos na mão quando não atribuímos o devido valor ao voto.

Matéria publicada no site Novohamburgo.org