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Sites

Eu só queria fazer sites. Não sei ao certo quando isso começou. Só sei que sonhava em fazer sites que atendessem as expectativas do cliente e virassem cases. O problema é que, na prática, o mundo ideal dos sites não existe. Por isso, resolvi escrever esse desabafo – compartilhado por muito de vocês – afim de que possamos pensar em soluções para acabar com grande parte desses problemas vividos.

Eu só queria fazer sites que não precisassem existir no IE 6 e fossem programados em ASP.

Eu só queria fazer sites que fossem efetivamente testados e não apresentassem surpresas desagradáveis no IE, o navegador geralmente usado pela maioria dos usuários.

Eu só queria fazer sites que não tivessem gerenciadores bugados e viessem com um manual de instruções de como aplicar gambiarras que são necessárias para publicar um conteúdo.

Eu só queria fazer sites com uma arquitetura de informação que siga as heurísticas de Nielsen e não as preferências pessoais do diretor de arte.

Eu só queria fazer sites com um layout bonito e funcional, que não tivessem como requisito o ctrl c + ctrl v do material impresso da marca. Afinal, impresso é impresso e online é online. Nem tudo que se faz para um é aplicado no outro, pois cada plataforma tem suas especificidades. Qual a dificuldade em entender isso?

Eu só queria fazer sites que tivessem um conteúdo próprio e não aquele copiado do material impresso, que possui dezenas de linhas e uma linguagem que não é apropriada para a internet.

Eu só queria fazer sites que fossem bem programados, sem precisar ouvir que o código está uma porcaria e que levará o dobro do tempo para fazer uma manutenção.

Eu só queria fazer que entrassem no ar no prazo combinado.

Eu só queria fazer sites que seguissem as ideias apresentadas pelo planejamento e chegassem ao resultado esperado.

Eu só queria que o atendimento tratasse todos os clientes como únicos e exclusivos.

Eu só queria fazer sites que fossem bem conduzidos pelos gerentes de projetos.

Eu só queria fazer sites que não mudassem de estrutura na fase de desenvolvimento.

Eu só queria acessar o analytics do site após uma semana do seu lançamento e descobrir que o código responsável por medir seus acessos foi inserido e não subiu comentado.

Eu só queria que os clientes entendessem que cada etapa do processo é pensada e baseada em estudos. Certamente o menu está na horizontal e o logo naquele tamanho, porque é assim que as informações serão mais bem assimiladas e vistas pelos usuários. São leis de usabilidade usadas e aceitas mundialmente.

Eu só queria fazer sites que trouxessem recompensas ricas de navegação e informação para os usuários.

Eu só queria fazer sites que fossem levados a sério pela equipe, afinal, a ideia pode ser do planejamento, a organização pode ser do arquiteto, o layout pode ser do diretor de arte, o código pode ser do programador, a qualidade do funcionamento pode ser do tester e a condução pode ser do GP, mas o projeto é de todos.

Enfim, eu só queria fazer sites.

Ao entrar no quarto do esteiense Alisson Douglas Pacheco, 23 anos, não foi possível encontrar a cama em meio a tantas histórias e. Grandes e pequenos, de espessuras grossas e finas, coloridos ou preto e branco. Os títulos variam desde os clássico Super-Homem e Capitão América, até  X-Men e Demolidor.

O hobbie iniciou há 12 anos. Hoje são mais de 500 exemplares que ocupam boa parte do seu guarda roupas. “Homem Aranha é o meu preferido. Seu lema é com grandes poderes vem grandes responsabilidades,” explica.

A tecnologia levou os quadrinhos para o meio digital. Esse foi o motivo pelo qual Alisson trocou as revistinhas impressas pelo toque da tela do iPhone. “Agora posso ler as histórias em qualquer lugar e não preciso mais ficar evando as revista para os lugares onde vou”, declara.

Para colecionadores como Alisson, por mais que a tecnologia tenha substituído o tradicional papel pela tela digital, a paixão pelas histórias ilustradas nunca chegará ao fim.

Post publicado no blog Notícias em quadrinhos