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Um ponto turístico pouco conhecido de Canela

 

A história da evangelizadora canelense que idealizou o Caminho das Graças e mudou a rotina dos moradores de uma comunidade rural.


A manhã de 13 de novembro foi diferente dos demais sábados do ano para a arquiteta Margarida Zanatta Weber, 57 anos. A descendente de italianos estacionou o carro defronte sua loja, localizada na zona rural de Canela, atravessou a rua e se dirigiu à Capela Santa Cecília para verificar os preparativos da tradicional festa da comunidade do Banhado Grande. Solicitada a todo o momento por moradores, tirou dúvidas sobre quantidade de sobremesas e decoração do espaço sagrado.

Margarida Zanatta Weber

Mas até se tornar integrante da associação de moradores do bairro, percorreu um longo caminho. De cabelos loiros e olhos castanhos, Margarida nasceu e cresceu mo centro de Canela. Deixou a cidade aos 18 anos para transformar o hobby por desenho e pintura em profissão. Passou a residir em Porto Alegre e iniciou o curso de Arquitetura na Unisinos. Após a formatura, em 1980, casou e voltou para Serra, agora como moradora de Gramado. Foi através da criação da Oficina de Arte Carochinha, onde oferecia aulas de artes plásticas, canto e teatro para crianças de 2 a 5 anos, que se apaixonou por organizar atividades culturais.

Os sete anos de casamento marcaram o fim do relacionamento e também o fechamento da oficina, obrigando Margarida a voltar a Capital. Enquanto exercia a profissão no escritório montado na própria casa, foi convidada por José Vellinho Pinto, prefeito de Canela na época, para ser Secretária da Cultura entre 1990 e 1992. Depois disso, a vida política nunca a deixou, virou por mais duas vezes secretária de Turismo da cidade.

A mudança definitiva para Canela aconteceu em 2007, mas dois anos antes também comprara um terreno na zona rural do município. Junto com os irmãos Jorge Luiz, 56 anos, e Maria Elisabete, 61, abriu a loja Alecrim e passou a vender artesanatos e santos. A convivência na comunidade revelou algumas precariedades e, em uma missa na Igreja Matriz da cidade, Nossa Senhora de Lourdes a inspirou a ter uma ideia. A religiosidade, herdada da mãe Amélia Luiza, a fez sempre participar de grupos de orações e guardar os domingos para ir à missa.

Era início de primavera do ano de 2006. Na cerimônia religiosa mensal celebrada na capela do bairro Banhado Grande, Margarida apresentou o projeto e nove pessoas se comprometeram a executá-lo. “Disse que daria o santo de devoção de cada família, desde que fizessem um capitel defronte a sua residência. Em uma semana, 45 moradores entraram em contato comigo pedindo um santo. Tive que ir atrás de patrocínio, pois o projeto tomou proporções muito maiores do que esperava”, emociona-se.  No dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, as imagens foram abençoadas e colocadas em cada casa pelo Pe. Edson de Mello, junto com uma placa contendo a data de sua festa e uma oração. Nascia assim, o Caminho das Graças.

Mais de 100 capelas fazem parte do Caminho das Graças

Denésio Pilatti, 64 anos, considerado seu “fiel escudeiro”, ajuda a manter o local. O jardineiro acredita que a ideia de Margarida fez os moradores assumirem um compromisso e se unirem. “Todos moradores orgulham-se do projeto criado pela Margarida”, explica.

Hoje são mais de 100 capelas existentes no trajeto de 7km que liga o parque do Caracol ao da Ferradura, pontos turísticos da região. Os moradores contribuem para a sua preservação e até oferecem frutas e chás para romeiros de todo país que visitam o local.

Contudo, Margarida não quer apenas envolver os moradores no cuidado com o caminho, mas também evangelizá-los “Todo o mês um santo é homenageado e trazemos para a missa algo diferente, como corais e teatros. No início eram 10 pessoas que compareciam, hoje são 80”, declara. A capela é mantida com o dinheiro arrecadado na festa anual do Banhado Grande, organizada pela comunidade.

Entre o trabalho feito na loja, a participação na associação de moradores e as aulas de catequese, continua atuando como arquiteta no centro de Canela. “Inseri-me aos poucos na comunidade e, apesar das dificuldades, a fé sempre me moveu. Todos são chamados para a santidade e o nosso principal papel na vida é fazer a diferença na vida de alguém. Por isso, sei que o Caminho das Graças é de minha responsabilidade até meus últimos dias”.

Perfil feito para a cadeira de Redação Experimental em Revista.

Fotos: Daniela Machado

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Ao entrar no quarto do esteiense Alisson Douglas Pacheco, 23 anos, não foi possível encontrar a cama em meio a tantas histórias e. Grandes e pequenos, de espessuras grossas e finas, coloridos ou preto e branco. Os títulos variam desde os clássico Super-Homem e Capitão América, até  X-Men e Demolidor.

O hobbie iniciou há 12 anos. Hoje são mais de 500 exemplares que ocupam boa parte do seu guarda roupas. “Homem Aranha é o meu preferido. Seu lema é com grandes poderes vem grandes responsabilidades,” explica.

A tecnologia levou os quadrinhos para o meio digital. Esse foi o motivo pelo qual Alisson trocou as revistinhas impressas pelo toque da tela do iPhone. “Agora posso ler as histórias em qualquer lugar e não preciso mais ficar evando as revista para os lugares onde vou”, declara.

Para colecionadores como Alisson, por mais que a tecnologia tenha substituído o tradicional papel pela tela digital, a paixão pelas histórias ilustradas nunca chegará ao fim.

Post publicado no blog Notícias em quadrinhos

Há três anos no ar, a rede social não para de crescer e atrair pessoas interessadas em trocar informações

Programas de televisão (@rede_globo), jornais (@g1), revistas (@veja) personalidades (@manomenezes), políticos (@BarckObama), empresas (@DellOutlet) e muitas pessoas comuns como nós (@danielamachado) estão lá, na nova e popular rede social chamada Twitter. Pessoas narram palestras, jogos de futebol e até assaltos através da ferramenta. Roupas, computadores e apartamentos são vendidos via Twitter. A grande aparição na rede social aconteceu em janeiro, quando um empresário que participou do resgate dos passageiros e tripulantes do avião Airbus A320, que caiu no rio Hudson em Nova York, enviou uma foto do acidente através do seu iPhone. Mas afinal, o que é esse tal de microblog de que tanto falam?

Da onde surgiu isso?

Pode até não parecer, mas o Twitter é mais velhinho do que imaginamos. Criado em 2006 por Evan Willians e Biz Stone, o Twitter surgiu com a finalidade das pessoas postarem o que estão fazendo naquele momento, como se fosse um diário. Contudo, ele começou a ganhar popularidade no final do ano passado.twitter bird

A origem do nome “Twitter” remete ao som do piar repetitivo do pássaro, por isso ele é o ícone do serviço. Uma pessoa “pia” aqui, outra acolá e assim os tweets formam uma rede de comunicação entre os usuários da rede social. O tamanho limitado da postagem (140 caracteres) torna o Twitter um microblog, pois permite atualizações rápidas e curtas de diferentes suportes, o diferenciando dos blogs tradicionais.  Diariamente o usuário recebe mensagens de pessoas com as quais tem algum grau de relacionamento (amigos) ou interesse (celebridades ou trabalho) ou retwita a mensagem caso ache ela interessante.

Pra que serve 140 caracteres?

O Twitter é usado pela maioria dos usuários como divulgador de links na Web (vídeos, notícias, imagens). Posts estes que não valem a pena serem divulgados em um blog, mas que ao mesmo tempo são de interessante as demais pessoas. Mesmo assim, alguns twitters seguem o formato proposto pela ferramenta, o utilizando como um rápido diário contextualizando onde ou como a pessoa está naquele momento.

A ferramenta se tornou conhecida no Brasil em 2007 e desde então diversas são as formas dos brasileiros usufruírem suas potencialidades. Dados divulgados pelo Ibope confirmam: em junho o Brasil assumiu a liderança no Twitter, com cerca de cinco milhões de visitas ao serviço de microblog. Nos primeiros três meses do ano, o crescimento foi de 258% da navegação brasileira no Twitter, de 255 mil acessos únicos em janeiro para 999 mil em abril. Com os números, o país fica à frente dos Estados Unidos, onde a ferramenta é usada por 11% dos internautas, e Reino Unido, onde a penetração é de 9%.

Quem usa?

No dia 12 de maio o Twitter Central, site que oferece dicas e ferramentas para o Twitter, iniciou uma pesquisa para descobrir o perfil dos usuáriosNovas funcionalidades são implementadas constantemente na ferramenta do Twitter no Brasil. Dos 1226 internautas que usam a ferramenta e que responderam a pesquisa quase 60% são homens, pouco menos de 40% são mulheres e 2% são empresas. A maioria dos participantes da pesquisa (43%) tem idade entre 19 e 24 anos e a segunda faixa etária mais freqüente é a dos 25 a 30 anos, com 30% dos usuários. Em termos de localização, 43% dos usuários estão em São Paulo, 12% no Rio de Janeiro e 11% em Minas Gerais. Um estudo conduzido pela Harvard Business School constatou que 80% dos usuários “são seguidos” ou “seguem” ao menos um usuário, percentual maior do que em outras redes sociais onde 60% a 65% dos usuários têm ao menos um amigo.

Ainda no mês de maio, o Ibope Nielsen Online mediu o número de pessoas com acesso à internet no Brasil em casa ou no trabalho. Das 44,5 milhões com acesso a rede, 34,5 milhões usaram a internet em maio de 2009 em casa ou no trabalho. Estes números compravam o grande volume de informações que circulam durante o dia no Twitter.  Muitos tweets provem de pessoas que lêem e compartilham links e informações durante o horário do expediente. Algumas, inclusive, falam da sua rotina no trabalho.

Mídia social ou rede de informação?

No dia 22 de outubro, Biz Stone, cofundador do site afirmou que o Twitter é uma rede de informação e não uma mídia social. Ele diz isso, pois a ferramenta é usada para as pessoas dizerem o que está acontecendo ao seu redor, como protestos e terremotos. A

O Twitter é mais uma rede social que veio para ficar, apesar de muitas pessoas criarem um perfil e desistirem de mantê-lo depois, aqueles que simpatizaram com a ferramenta não deixar de acessar o microblog. Também neste mês os tweets passaram a constar das buscas feitas no Google ou no Bing, o sistema da Microsoft.

As redes sociais como um todo estão crescendo no mundo inteiro. Segundo uma pesquisa da comScore World Metrix, em março, mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo usavam serviços de rede social, o que representa mais de 60% do total de usuários da internet naquele mês. No Twitter os usuários compartilham com os seus seguidores hiperlinks para divulgação de páginas com conteúdo que julgam relevantes, formando uma rede colaborativa, apesar de 40% dos usuários da ferramenta não postaram nenhuma mensagem desde o primeiro dia em que criaram a conta.

Quais são as vantagens de criar uma conta?

O que mais encanta é a facilidade de atualização dos posts. Mesmo longe da tela do computador, o usuário pode se manter atualizado sobre tudo o que se passa no mundo do Twitter através do celular. O microblog também permite que o seu usuário escolha seguir aquelas pessoas ou empresas que considera ter um conteúdo relevante. O internauta customiza não só o layout da sua página, mas monta o seu mural de amigos de acordo com as suas preferências, mesma coisa que os portais de notícia já vem fazendo há algum tempo.

Estamos diante de uma revolução na forma de se expressar. Na escola fazíamos redação de duas páginas para expressar uma idéia, hoje temos apenas 140 caracteres e nada mais do que isso. Alguns dizem que o Twitter vai acabar, pois não gera lucro para seus criadores, outros especulam que ele acabará sendo comprado pelo Google. Seja como for, vale a pena estar presente nesta rede social que mais cresceu nos últimos tempos e descobrir os seus encantos antes que ela se torne mais uma meio onde as pessoas disputam espaço com os anúncios publicitários (bons tempos aqueles em que os nossos amigos do Orkut não eram empurrados para o meio da página por um banner gigante).

Há mais de um mês em vigor, a proibição ainda causa divergências de opiniões. Confira alguns resultados, opiniões e alternativas

 

Já faz um mês que a lei 11.705 entrou em vigor no país, mas o assunto ainda continua causando muita discussão e polêmica. A Lei Seca ou Lei da Tolerância Zero, como é conhecida, prevê que o motorista flagrado com 2 decigramas de álcool por litro de sangue, ou 0,1 miligrama de álcool por litro de ar expelido no bafômetro (equivalente um copo de cerveja), recebe multa de R$ 955,00, perde sete pontos na carteira de habilitação e pode ter o veículo apreendido e o direito de dirigir suspenso por 12 meses

Além disso, se o condutor apresentar um índice acima 6 decigramas de álcool por litro de sangue (equivalente a dois copos cerveja) estará sujeito à pena de seis meses a três anos de prisão, com direito a fiança, que varia entre R$300 a R$1.200,00. Mesmo pagando este valor e sendo liberado, o infrator responde a um processo criminal.

Antes da nova lei era difícil encontrar quem não ultrapassasse o limite, que era o dobro, mas foi só a polícia divulgar as primeiras prisões para os motoristas ficarem receosos e os bares mais vazios.

A lei da tolerância zero também proíbe a venda de bebidas alcoólicas ao longo dos trechos das rodovias federais nas áreas rurais. O homicídio praticado pelo motorista alcoolizado deixou de ser culposo e passou a ser doloso (com intenção).

O objetivo dessas duras medidas é conscientizar de vez os condutores de que álcool e direção não podem andar juntos. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, “o governo não arredará pé nem um milímetro” em relação à nova lei e “quem não pretende cumprir a lei vai mudar de opinião rapidamente quando for preso”.

Resultados obtidos pela nova lei

Um estudo nacional feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 10% dos brasileiros afirmaram terem dirigido após a ingestão de bebidas alcoólicas. De cada quatro pessoas mortas por dia em acidentes de trânsito no Rio de Janeiro, uma foi vítima de motorista bêbado ou era o próprio motorista alcoolizado.

Desde que a lei entrou em vigor os acidentes de trânsito caíram 25% no Rio Grande do Sul e o número de mortes registradas nas estradas gaúchas reduziu em 60%. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre também registrou uma redução de 35% nas operações de resgate. A nova lei trouxe ganho para o serviço, uma vez que a queda dos acidentes significa mais agilidade no atendimento das ocorrências de outras naturezas.

Durante o último final de semana sete condutores que dirigiram sob efeitos do álcool foram presos pela Brigada Militar nos 15 municípios de abrangência do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale dos Sinos.

A opinião dos motoristas

A nova lei divide opiniões. Mesmo assim, a maioria é favorável a sua aplicação. O estudante Enéas Dutra, 21 anos, acredita que o direito de beber está garantido, mas afirma que vai demorar para o brasileiro ter responsabilidade por conta própria. “A conscientização é possível, mas devido aos fatores históricos na formação da cultura brasileira é o modo que terá resultado a longo prazo. A lei, neste caso vista como enérgica, é a medida urgente que se faz necessária pelos altos índices de acidentes causados por embriagues apresentados no trânsito”, diz.

A contadora Cristiana Tavane Paze, 31 anos, também concorda com a Lei Seca e destaca o papel da escola na formação de futuros motoristas responsáveis. “Acho que, logo que a criança entra na escola, já deveria ter aulas sobre leis de trânsito. Somente com pessoas educadas teremos um trânsito menos violento”, afirma.

Já o comerciário Vagner Henrique da Silva, 22 anos, era contrário à punição dos motoristas pegos em flagrante por dirigirem alcoolizados. Após a imprensa divulgar a queda do número de acidentes, ele mudou de opinião. “Eu era contra a nova lei, mas mudei de idéia quando vi que o número de acidentes com vítimas fatais diminuiu em 60%. As punições também fazem o motorista pensar duas vezes antes de pegar o volante embriagado”, explica.

Buscando alternativas

A tolerância zero imposta pela nova lei está mudando o hábito daqueles que costumam sair à noite e consumir bebidas alcoólicas. Pressionados, os motoristas estão buscando alternativas para continuar a beber e não ser pego pelo bafômetro. Ao invés de uma vaga para estacionar, a procura agora é por táxis e vans. Há ainda os que prefiram fazer rodízio com os amigos, aquele que vai dirigir fica só no refrigerante.

Os bares já estão pensando e colocando em prática algumas ações para não terem prejuízos. Em São Paulo, por exemplo, alguns estabelecimentos criaram o “personal-motorista”. Este serviço disponibiliza um motorista para levar o dono do veículo para casa e depois um motoboy traz de volta o funcionário. Para aqueles que preferem deixar o carro em casa, podem chegar e sair do bar em vans patrocinadas por uma empresa de bebida. As vans estão programadas para sair de hotéis, feiras e eventos na capital paulista. Por serem patrocinadas não tem custo algum ao usuário.

A infra-estrutura das festas na Região Metropolitana de Porto Alegre também está mudando devido a Lei Seca. Os transportes alternativos, como linhas de ônibus extras, são algumas das alternativas adotadas para os participantes poderem aproveitar os festejos sem infringir a lei. Esta medida será adotada em São Leopoldo, onde ocorre a São Leopoldo Fest, de 25 de julho a 3 de agosto e na 21.ª Oktoberfest de Igrejinha, que acontece entre 10 e 19 de outubro.

Reportagem publicada no site Novohamburgo.org

O marido, o filho mais velho e o futuro neto de Agnes estão na China

Maria Agnes Graeff Machado, 51 anos, é natural de Dois Irmãos. Quando ela ainda era bebê, os pais vieram morar no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo, onde abriram um mini-mercado e tiveram mais quatro filhos. Em outubro de 1975 casou-se com João Luiz Machado, aos 18 anos, e teve o primeiro filho, o qual chamou de Fabiano. Dois anos depois, voltou a estudar, terminou o Ensino Médio e cursou Magistério. Quando o filho estava com seis anos começou a pedir um irmãozinho e, em 1983, Agnes deu a luz a Fábio e, quatro anos mais tarde, a Fernanda.

Como o marido viajava a cada 15 dias há trabalho, precisou deixar de lecionar para ficar em casa cuidando dos filhos, até que todos tivessem autonomia de ir e vir da escola. Voltou a trabalhar quando Fernanda estava com nove anos. Nunca deixou de alimentar o sonho de cursar o Ensino Superior. Em 2000 iniciou o curso de Pedagogia na Unisinos e em julho de 2007 se formou. Contudo, só em dezembro recebeu o presente de formatura: ficou sabendo que seria avó.

A vida da mãe Agnes se parece como tantas outras histórias, exceto por três grandes detalhes: o marido reside há cinco anos em Guangzhou, na China, e, há dois anos, o Fabiano se mudou para Pequim com a esposa, onde decidiram ter um filho. Mesmo com os três morando do outro lado do mundo, ela sempre está sorrindo. A mãe dedicada e preocupada com a educação dos filhos, sente-se muito orgulhosa da família que constituiu.

Na sexta-feira, dia 03, a estudante de jornalismo Daniela Cristina Machado foi entrevistar Agnes na sua casa. Conheça um pouco mais da sua história de vida e saiba como essa mãe dribla a saudade do marido, do filho mais velho, da nora e do futuro neto.

novohamburgo.org / Daniela – Conte como você conheceu seu marido e como foi a sua primeira gravidez.

Agnes – Eu conheci o João no “Colégio Pasqualini”. Começamos a namorar em um passeio que fizemos com a turma da escola, na época eu tinha 16 anos. Quando completamos um ano de namoro, ele me pediu em noivado e já iniciamos o enxoval. Casei-me com 18 anos e fomos morar ao lado do armazém do meu pai. Aos 19 anos ganhei meu primeiro filho e tive que parar de estudar, só faltava um ano para me formar no Ensino Médio. Compramos um terreno no bairro Canudos e nos mudamos para lá.

novohamburgo.org / Daniela – Você voltou a estudar depois disso?

Agnes – Sim, quando o Fabiano completou dois anos eu voltei a estudar. Deixava-o com a minha sogra no turno da tarde e ia para o “Colégio Santa Catarina” concluir o Ensino Médio e fazer o curso de Magistério. Comecei a dar aula em 1981 na “Escola Estadual João Ribeiro”, no bairro Canudos, para uma classe de 32 alunos. No final deste mesmo ano, fiz um concurso da Prefeitura e passei a lecionar na Rede Municipal de Ensino.

novohamburgo.org / Daniela – Depois disso você engravidou de mais um menino. O Fabiano não sentiu ciúmes?

Agnes – Não, muito pelo contrário. O Fabiano tinha seis anos, já estava na pré-escola e via que todos seus coleguinhas tinham irmãos. Então, ele seguido pedia um irmãozinho. Lembro-me que em agosto, no Dia dos Pais, ele tinha que levar alguns objetos que o pai utilizava no trabalho e, como o João sempre trabalhou na área coureiro-calçadista, deu para ele uma cepa de madeira. Quando o Fabiano chegou em casa naquela noite, a colocou do lado de sua cama e disse que aquilo ali era o seu irmão. No mês de dezembro daquele mesmo ano descobri que estava grávida e, em agosto de 1983, tive o Fábio. O Fabiano ficou muito feliz com a chegada do irmão, não me lembro de ter visto ele com ciúmes. Os dois sempre brincavam e, quando o Fábio já estava com uns cinco anos, o Fabiano o levava junto no Centro para alugarem fitas de vídeo-game.

novohamburgo.org / Daniela – Como foi à chegada de uma menina na família Machado?

Agnes – Quando eu engravidei pela terceira vez todos da família diziam que eu tinha que ter uma menina, mas no fundo achava que seria mais um menino, até já sabia o nome que colocaria nele. Todas as roupinhas que comprei eram cores neutras, como branco, amarelo e verde, só havia comprado um tip-top rosa. Porém, na noite anterior ao parto, uma de minhas cunhadas sugeriu que eu colocasse o nome de Fernanda caso o bebê fosse menina. Na mala que preparei para levar ao hospital, coloquei, bem no fundo, um tope rosa que fiz com uma fita mimosa. No dia seguinte, antes de entrar na sala de parto, falei para a minha sogra que, se caso nascesse uma menina, era para ela pegar o tope que estava no fundo da sacola e prender no cabelo do bebê. A Fernanda nasceu e foi àquela festa. A minha sogra foi correndo pegar o tope.

novohamburgo.org / Daniela – Você, como professora, deve ter sempre incentivado seus filhos a estudarem.

Agnes Eu sempre gostei muito de estudar. Meu marido só conseguiu terminar o segundo grau e eu, no final de 2007, me formei em Pedagogia na Unisinos. Nós sempre demos prioridade para a educação de nossos filhos. No turno contrário as aulas, todos praticavam algum esporte e faziam inglês. Sempre acreditamos que a língua estrangeira traria boas oportunidades para eles. Em casa, os três tinham que fazer o tema antes de brincar, isso era indispensável. O meu marido trabalhava muito e não podia estar tão presente quanto eu, mas ele sempre incentivava as crianças a estudarem. O Fabiano se formou em Comércio Exterior na Unisinos, o Fábio se forma no início de 2009 em Publicidade e Propaganda, também na Unisinos, e a Fernanda está cursando Designer na Feevale.

novohamburgo.org / Daniela – Então, vocês achavam importante os filhos, mesmo ainda sendo pequenos, estudarem um outro idioma?

Agnes – Com certeza. O Fabiano conheceu a esposa no segundo grau e os dois faziam curso de inglês. Desde que se formaram no Ensino Médio, começaram a trabalhar e economizaram para viajar aos Estados Unidos. Ficaram dois meses lá, onde fizeram um curso de inglês. Quando voltaram, conseguiram bons empregos. Depois o Fabiano começou a trabalhar na Dell e, em 2006, a empresa o transferiu para uma de suas filiais na China.

novohamburgo.org / Daniela – No final do ano passado você descobriu que seria avó. Como você recebeu essa notícia e como lida com a distância?

Agnes – Quando soube que seria avó foi uma emoção indescritível. Na ecografia deu 85% de chances de ser um menino. O Fabiano e a Lisandra até já escolheram nome: Guilherme. O bebê só nasce em julho, mas já tem até perfil no Orkut e todas as “ecos” que a minha nora faz ela posta no YouTube, além de nos enviar diversas fotos por e-mail. Nos finais de semana falo com eles pelo MSN. Eu queria muito que tivessem um filho, porque já estão preparados para isso. As pessoas acham que é fácil ir morar fora do país, mas as coisas são bem mais complicadas do que imaginamos. No primeiro mês que o Fabiano e a Lisandra estavam lá tiveram vontade de vir embora, mas agora eles não têm previsão de quando vão voltar, porque gostam de mais da China, a qualidade de vida é muito superior a nossa. A distância é ruim, mas não sofro com isso, porque fico feliz em saber que eles estão bem. Nas datas especiais a saudade aumenta ainda mais, mas sempre damos um jeito de manter contato.

novohamburgo.org / Daniela – Como você mantém a sua relação com o eu marido

Agnes – Todas as noites converso com o João pelo MSN ou pelo telefone. Com o tempo aprendi a lidar com a saudade. O ser humano se adapta rápido as situações que lhes são impostas. O namorado da minha filha mora na Itália e sei que daqui algum tempo ela também vai ir embora. O meu outro filho, o Fábio, está com planos de, futuramente, trabalhar fora do país. Vamos esperar para ver o que acontece.

novohamburgo.org / Daniela – Em sua opinião, o que significa ser mãe e como uma mãe deve agir como seus filhos?

Agnes – Nenhuma mãe é perfeita. A gente sempre acha que poderia ter feitos algumas coisas diferentes. O que importa é ser coerente como o que se diz e com o que se faz. As ações e as palavras são de extrema importância. A mãe sempre deve incentivar os seus filhos a serem alguém na vida e valorizar as coisas que eles fazem. Cada filho tem as suas qualidades e os seus defeitos. Além disso, é claro, a mãe deve dar muito amor, carinho e atenção a eles.

novohamburgo.org / Daniela – O que você sente pelos seus filhos?

Agnes – Sinto muito orgulho de todos eles. Me emociono ao falar disso. E sei que eles ainda vão me dar muitas alegrias.

Entrevista publicada no site Novohamburgo.org

Aos 85 anos, 62 dedicados aos filhos, Ana Pilatti é a primeira entrevistada da seção Perfil Especial do Dia das Mães

Natural da zona rural de Canela, do distrito de Banhado Grande, Ana morava junto com os pais Ângelo e Rosália Carniel, descendentes de italianos, e com os 12 irmãos. Aos seis anos foi para a escola, mas três anos depois teve que deixar os cadernos de lado para ajudar a família. Casou aos 21anos com Tealmo Pilatti e foram morar no distrito de Carol, também na zona rural do município de Canela, onde tiveram dez filhos, cinco homens e cinco mulheres. No interior, o único modo de sobrevivência era baseado na agricultura e, por isso, a vida do casal se resumia a trabalhar e cuidar dos filhos.

Todos os dias, Ana precisava acordar cedo para tirar leite das vacas e tratar os animais (vacas, bois, galinhas e porcos). Quando fazia sol, ia para a roça com o marido e os filhos. Quando chovia, o destino da família era o galpão, onde descascavam milho e faziam vassouras de palha. Se uma das crianças ficava doente, Ana recorria aos chás e remédios caseiros. Se o caso fosse grave, andava 10 km para chegar até o médio mais próximo.

Durante as dez gestações, nunca teve acompanhamento médico e dos dez partos, nove foram feitos em casa pela parteira Luiza Schuantz. Ana veio morar em Novo Hamburgo no bairro Vila Mentz em 1975, devido aos problemas de saúde de Tealmo. Hoje, ela reside no bairro Rio Branco com as filhas gêmeas.

Mesmo tendo perdido dois filhos e o marido, nunca encontramos a vó Ana, como é conhecida por todos, desanimada. Essa senhora baixinha de cabelos brancos possui uma alegria de viver inigualável. Ana é um grande exemplo de vida. Todas as dificuldades pelas quais passou foram um estímulo a mais para ela nunca desistir. Com o sorriso sempre estampado no rosto, conquista a todos com o seu jeito calmo e amoroso. Os oito netos e o bisneto são os seus xodós.

Para passar o tempo, faz crochê e lê jornais e revistas. Às vezes, quando não está conversando com alguém, começa a cantar, animando ainda mais o ambiente. Na sexta-feira, dia 25, a estudante de jornalismo Daniela Cristina Machado foi entrevistar Ana na sua casa. Conheça um pouco mais da vida e da história dessa mãe mais do que experiente.

novohamburgo.org / Daniela – Como era a rotina da senhora lá em Canela?

Ana Pilatti – Eu acordava às 5 horas da manhã e fazia fogo no fogão a lenha. Enquanto o fogão esquentava, ia tirar o leite das vacas e tratar os animais. Voltava pra casa, fazia o café e a arrumava a merenda para as crianças levarem a escola. Quando não tinha pão, eu fritava bolinho pra elas comerem no café da manhã. Era assim, se a gente tinha uma coisa, faltava outra. Sempre tinha que inventar, dar um jeito, mas nunca passamos fome lá em casa. Se tinha pouca coisa, a gente dividia igual para cada um. Eu e meu marido, com a ajuda dos filhos mais velhos, passávamos o dia inteiro na roça plantando. A gente conseguia vender frutas, vassouras, galinhas e ovos. Com esse dinheiro nós comprávamos os mantimentos que não conseguíamos produzir em casa, como açúcar, sal e café. Eu também fazia schimier pra vender e costurava para os vizinhos. Aprendi a costurar com Angelina, uma de minhas irmãs. Depois que estava bem treinada, ela me deu uma máquina de pedal de presente. Como naquela época não tinha energia elétrica, costurava a luz de velas, com as crianças na minha volta.

novogamburgo.org /Daniela – Onde a senhora conheceu o seu marido? Como foi o dia do seu casamento?

Ana Pilatti – Eu conheci o Tealmo em uma festa da Igreja, no Banhado Grande. A gente ficou conversando durante a festa. Eu tinha 21 anos e ele 29 quando a gente se casou. Nosso primeiro beijo foi nesse dia. Eu estava muito feliz, porque estava casando com o homem que eu escolhi e que gostava muito. Até hoje me lembro do meu vestido de noiva ele era bem volumoso. O Tealmo era muito trabalhador e companheiro, a gente sempre foi mais amigos do que marido e mulher. Nós gostávamos muito de conversar. Faz 13 anos que Deus levou ele de mim. Tenho muitas saudades dele.


novohamburgo.org/Daniela – Conte como foi a sua primeira gravidez.

Ana Pilatti – Eu tinha por volta de 23 anos. Quando descobri que estava grávida, fiquei com um pouco de medo, porque não tinha muita prática em cuidar de crianças. Nasceu um lindo menino e decidimos colocar o nome dele de Ivo. Naquela época, o hospital ficava muito longe de nossa casa. Por isso, os partos das pessoas que moravam no interior eram feitos em casa por uma parteira

novohamburgo.org/Daniela – Ao todo, a senhora teve dez filhos, sendo que o último parto foi de gêmeos. A senhora sabia que estava grávida de duas crianças ao mesmo tempo?

Ana Pilatti – Eu não sabia. A gente não ia ao médico, só quando estava doente. Nessa minha última gestação estranhei o tamanho da barriga, que estava muito maior do que normalmente ficava. Nas duas semanas que antecederam o parto eu não conseguia mais deitar na cama, dormia sentada na cadeira, porque a barriga estava muito pesada. Quando as gêmeas nasceram fiquei muito feliz ao ver aquelas duas lindas meninas. Como eu sabia costurar, fazia roupas iguais para elas usarem. As pessoas que não eram de casa nunca sabiam que era a Maria da Graça e a Maria de Fátima. Elas se vestiram iguais até a adolescência, depois cada uma usava aquilo que mais gostava, mas até hoje tem gente que confunde as duas.

novohamburgo.org/Daniela – O seu marido ajudava a senhora a cuidar das crianças?

Ana Pilatti – Ele ajudava sim, quando não estava trabalhando na roça brincava com as crianças. Me lembro que ele comprava alguns metros de tecido e fazia as fraldas de pano para eu colocar nos bebês.

novohamburgo.org/Daniela – A senhora só foi três anos na escola. Mesmo assim, incentivou os seus filhos a estudarem?

Ana Pilatti – Eu fui até a 3ª série na escola, porque precisava ajudar os meus pais na lida da roça, mas eu gostava muito de estudar. A pessoa que não tem estudo é uma inútil, porque dificilmente ele vai conseguir emprego. Sempre incentivei os meus filhos a estudarem, queria que eles fossem alguém na vida. Hoje todos trabalham e tem a sua casinha, as suas coisas. Tenho muito orgulho de todos eles.

novohamburgo.org/Daniela – Hoje em dia é mais fácil criar um filho?

Ana Pilatti – Não sei se é mais fácil, porque naquela época as coisas eram meio precárias. Hoje as pessoas tem tudo, mas elas não se respeitam mais. Cada vez o mundo está pior. A violência está de mais, as pessoas se matam por coisas bobas. Antigamente os filhos respeitavam mais os pais, não precisava nem falar. O meu marido só olhava pras crianças quando elas estavam fazendo alguma arte e elas já corriam para o quarto. Hoje as crianças respondem pros pais, tem umas que até batem neles. Os valores mudaram muito. As pessoas precisam ter Deus no coração, só assim vamos conseguir alcançar a paz.

novohamburgo.org/Daniela – Qual o sentimento que a senhora tem pelos seus filhos?

Ana Pilatti – Amor, amizade, um sentimento bem louco. Tenho saudade de todos eles e quero que fiquem sempre perto de mim. Mas eu sabia que quando crescessem cada um seguiria o seu próprio caminho. Tenho dois filhos que moram em Canela e uma em Dois Irmãos, os outros moram aqui em Novo Hamburgo. Sempre que podem eles vem me visitar. Quando não conseguem estar comigo, me ligam pra matar a saudade.

novohamburgo.org/Daniela – Dois filhos da senhora faleceram. Como conseguiu superar essas perdas?

Ana Pilatti – O Luiz Paulo morreu no dia do parto, com o cordão umbilical enrolado no pescoço e o Ivo morreu com 38 anos, de apendicite. É muito difícil perder um filho, é um sentimento de dor sem fim. Quando o Ivo morreu eu chorava sem parar durante vários dias, mas vi que tinha outros oito filhos que precisavam de mim. Isso me deu forças pra seguir em frente.

novohamburgo.org/Daniela – Em sua opinião, o que significa ser mãe?

Ana Pilatti – A mãe é o pilar da família, ela deve ser um exemplo para os filhos. Sem ela a família fica perdida. Tudo que eu aprendi com a minha mãe tentei passar para os meus filhos e hoje ele são bons pais e boas mães. A mãe deve ensinar os seus filhos a serem honestos, trabalhadores e não fazer o mal para as outras pessoas.

novohamburgo.org/Daniela – O que uma mulher deve fazer para ser uma boa mãe?

Ana Pilatti – Dar muito amor, carinho e educação para seus filhos. Grande parte do que somos é construído dentro de casa. Os pais devem passar valores para os seus filhos. Ter paciência também é fundamental.

novohamburgo.org/Daniela – Tem algum sonho que a senhora ainda não conseguiu realizar?

Ana Pilatti – Não, tudo que eu sonhava eu realizei. Queria ter uma casa, uma família e saúde pra tocar a vida. Tudo isso eu consegui.

Entrevista publicada no site Novohamburgo.org

Para muitos ela pode ser apenas mais uma igreja no centro da cidade de Novo Hamburgo, para outros é um belo ponto turístico. Contudo, a Igreja da Ascensão de Nosso Senhor, da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Novo Hamburgo, é uma igreja diferente das demais devido a um grande detalhe: o seu estilo neogótico.

A maioria dos moradores da cidade até sabe que esta igreja possui um esse estilo incomum, porém são poucos aqueles que apontam as características que a leva a se encaixar na arte Neogótica, que recupera as características da Arte Gótica da Idade Média.


Sites da cidade definem a Igreja da Ascensão como um ponto turístico religioso do município. A própria igreja tem um site, onde conta a história de sua construção, trazendo fotos e depoimentos daqueles que estiveram presentes em sua inauguração, além de atas e documentos.

No último dia 11, o Pastor Hardi Brandenburg entrou com uma solicitação, junto a Secretaria da Cultura de Novo Hamburgo, para pedir o tombamento da igreja e do órgão como Patrimônios Históricos da cidade. Segundo Brandenburg, que está há seis anos na Igreja da Ascensão, a comunidade hamburguense tem um grande apreço pelas características arquitetônicas externas e internas do templo.

Anualmente, a igreja recebe 10 mil visitas tanto de pessoas que fazem suas orações, como daquelas que a procuram para admirar a sua beleza. Em abril do ano passado, iniciou-se a primeira fase da reforma, feita por uma empresa de Santa Cruz do Sul. “Nessa primeira parte, restauramos o órgão e o mezanino. Em outubro deste ano pretendemos dar início a segunda parte, que é a restauração do estuque de madeira que sustenta as abóbadas, comprometido pelo cupim”, explica o Pastor.

A reforma depende da colaboração da comunidade. Através de carnês mensais ou de ofertas espontâneas, qualquer um pode ajudar “Temos urgência na restauração, pois a estrutura do teto está comprometida. Não vamos mexer na cobertura, apenas controlar possíveis vazamentos de água e acabar com os cupins”, diz Brandenburg. O teto da igreja é dividido em seis passarelas e uma das idéias da restauração é facilitar o acesso das pessoas ao interior do telhado, para que possam conhecer também esta parte da igreja.

Caso o projeto de Tombamento Histórico seja aprovado, recursos públicos vão viabilizar as reformas, que podem chegar a um milhão de reais. O Presbitério (Diretoria) é o responsável pelo gerenciamento da conservação do patrimônio da igreja. Colaboradores com vínculos empregatícios e voluntários trabalham na conservação do templo, que em outubro deste ano completa 57 anos.

Reportagem publicada no site Novo Hamburgo.org