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Promoções em redes sociais vão além dos sorteios de iPads e podem render mais quando há engajamento. Veja três exemplos: Doritos, Ruffles e de um buscador de produtos eróticos.

Além de divulgar a sua marca, os sites de redes sociais são canais perfeitos para o lançamento de produtos que estão atrelados a promoções. Basta observar sua timeline no Twitter – certamente você, ao menos uma vez ao dia, vê uma marca divulgando promoções ou alguma das pessoas que você segue participando delas através de retuites.

No Facebook não é diferente. As empresas estão usando os eventos do site para promoverem seus sorteios. Geralmente ele pede para clicar em “Eu vou” na página do evento promocional e repassar o convite para o maior número possível de amigos.

Atrelar a sua marca a esse tipo de promoção é ideia defasada. Geralmente o prazo é curto para se pensar em dinâmicas diferenciadas, mas dá para se fazer ações criativas em pouco tempo e com um custo relativamente baixo, se comparado ao buzz que ela pode gerar. Para isso, é essencial chamar a atenção do seu público e fazer com que ele participe e, consequentemente, divulgue para seus amigos.

Aqui no Brasil não faltam exemplos criativos. Uma promoção que chamou a atenção na última semana foi a do buscador de produtos eróticos Sexônico, que lançou o 1º Concurso Nacional de Gemidos. Até parece piada, mas não é. A promoção propõe que os participantes gravem e divulguem seus gemidos nas redes sociais para ganharem votos.

Após a comissão avaliadora – ninguém menos que Leão Lobo, Edu Testosterona, Acid Girl e Pietra Príncipe – escolher a melhor performance, o vencedor leva um carro zero para casa.

As empresas de salgadinhos são mestres na hora de criar dinâmicas diferenciadas. A promoção Ruffles – Faça-me um sabor vai dar R$ 50 mil para o melhor novo sabor sugerido para a batata frita e mais 1% do lucro gerado pela venda do produto durante meio ano.

Já o Doritos, resolveu pedir para seus fãs no Facebook contarem uma história, com a ajuda dos amigos, em até 15 posts e com um limite de 140 caracteres cada. Na promoção, denominada Uncut, ao final de cada dia a criação mais curtida vira um storyboard animado e o vencedor, entre os 15 finalistas, ganha uma viagem para Hollywood.

Bons prêmios e dinâmicas diferenciadas são as premissas básicas para fazer uma promoção obter resultados satisfatórios na internet. Não se prenda a ideias manjadas e a prêmios que são popularmente oferecidos – como, por exemplo, os produtos da Apple. Uma promoção bem planejada gera propaganda positiva da marca e, principalmente, relacionamento.

 

Artigo publicado no site Webinsider

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Para produzir o conteúdo de um perfil empresarial nas mídias sociais é preciso entender o público da marca, mostrar que conhece o assunto e interagir. Veja um roteiro.

Dialogue sempre. Quem só passa informação e não escuta o outro lado, acaba falando sozinho.

É comum encontrarmos textos na Internet explicando como funcionam as mídias sociais e as regras que devemos seguir para fazer parte delas. Mas você já parou para pensar no conteúdo que vai gerar e divulgar nestes espaços? Certamente é resposta será sim, porém surge a dúvida: como fazê-lo?

Em muitos perfis corporativos vemos apenas promoções relacionadas aos produtos e serviços oferecidos pela empresa, ou a atuação de um SAC online.

As mídias sociais, assim como os meios de comunicação tradicionais, devem transmitir informações relevantes para os seus leitores. Nunca esqueça que além de ser a voz da empresa sobre o que ela faz e vende e de se relacionar com os consumidores, os perfis digitais corporativos atuam com a fidelização da marca e podem virar referência de conteúdo.

Seguem algumas dicas de como atingir esses resultados:

  • A primeira coisa a fazer quando se cria um perfil corporativo em qualquer site de rede social – Twitter, Facebook, Orkut, YouTube, etc.- é entender o seu público. Se a empresa tiver alguma pesquisa de públicos, a resgate e se debruce sobre ela. Caso não tenha esse aliado, procure fazer você mesmo a pesquisa. Converse com os diretores e com os funcionários que possuem mais tempo de casa; pesquise nos principais buscadores e nas mídias sociais o que está sendo falado sobre a sua empresa e sobre o mercado de atuação dela.
  • Após entender o seu público, estude como a concorrência está se posicionando no espaço online. Faça um comparativo entre as marcas levando em conta a frequência de atualizações, geração de conteúdo próprio, conteúdo sugerido de outros sites, interação, linguagem utilizada e parcerias.
  • Gere conteúdo próprio, mostre que você tem expertise. Crie um blog corporativo e explore este canal com informações sobre a empresa, seus lançamentos e esclarecimentos; faça promoções e concursos culturais com os seus leitores; integre o blog com as mídias sociais; inclua o blog na sua estratégia de links patrocinados; faça um levantamento de blogueiros e formadores de opinião que podem vir a serem seus parceiros na divulgação de conteúdos.
  • Divulgue informações exclusivas sobre a empresa nas redes e indique conteúdos interessantes de outras fontes de informação.
  • Dialogue sempre. Talvez você não vá receber bom dia dos seus seguidores na primeira semana que estiver nas mídias sociais, mas com o tempo eles verão que a marca se faz presente e começarão a interagir. Por isso, dê Follow Friday (#FF) no Twitter todas às sextas-feiras, curta fotos e assuntos que achar relevante no Facebook e interaja nos fóruns da marca no Orkut. Mostre que a empresa é madura o suficiente para receber críticas e que tem opinião própria.
  • Responda publicamente as dúvidas e reclamações. Não adianta mandar respostas por mensagens privadas, tampouco apagar as reclamações publicadas no mural da empresa no Facebook, nas comunidades do Orkut ou em forma de comentário no blog. Se o consumidor estiver extremamente insatisfeito com a marca ele vai fazer com que, de alguma forma, os amigos dele saibam do seu problema e este buzz negativo é ainda pior. A transparência deve vir sempre em primeiro lugar.
  • Peça sugestões de assuntos para os amigos da marca nas mídias sociais e responda aos comentários deles sobre suas publicações.
  • Esteja sempre atualizado sobre as novas tecnologias e a linguagem voltada para a Web. Leia livros, blogs, sites de notícias, participe de palestras e converse com outros profissionais da área de social media sobre os mais variados assuntos que estejam relacionados com conteúdo digital.

Um bom conteúdo é fruto de muita pesquisa, estudo e diálogo. Se você mostrar que a marca realmente entende do assunto que se propõe, certamente irá ganhar mais relevância nas buscas orgânicas e será indicado como fonte de informação. Afinal, o conteúdo também gera fidelização.

Artigo publicado no site Webinsider

Pesquisa revela que os principais portais de notícias do país usam as redes sociais como RSS do seu site, interagem pouco com os seus leitores e não desenvolveram uma linguagem própria para este espaço.


Twitter

No meu Trabalho de Conclusão de Curso analisei a presença de cinco portais de notícias no site de rede social Twitter e a forma como o discurso jornalístico estava sendo reconstruído neste espaço, que oferece apenas 140 caracteres por vez para o jornalista passar a informação ao leitor.

Durante uma semana observei o conteúdo publicado e as interações dos perfis do G1, O Globo, Estadão, Jornal do Brasil e Zero Hora.

O principal ponto descoberto foi a falta de interação existente entre os perfis jornalísticos e seus seguidores.

O G1 e o Jornal do Brasil apenas criaram uma conta no site de rede social e passaram a publicar diariamente uma avalanche de notícias, usando o canal como um RSS e não como um site de rede social.

O Globo está iniciando, ainda timidamente, um relacionamento com seus seguidores. Já os jornais Estadão e Zero Hora são os que mais interagem na rede sociais, mas poucos tweets convidaram os seguidores a participar de ações promovidas pelos veículos ou aproveitaram este canal de comunicação para encontrar fontes para suas matérias.

Um grande engano que as empresas jornalísticas aparentam possuir é de que as redes sociais são um modismo, quando na verdade elas são um fenômeno social e estão em crescente ascensão. Ignorar este fato e criar uma conta apenas para dizer que está presente por lá é arriscar perder a confiança dos leitores. A falta de entendimento sobre o objetivo principal das redes sociais, em geral, é algo preocupante.

O Twitter já existe há cinco anos e apenas observando a sua evolução, o posicionamento de diversas empresas e a atuação de atores sociais relevantes é possível compreender que este site de rede social foi feito para a troca de diálogos.

Tanto é que suas mensagens são limitadas a 140 caracteres e podem ser enviadas de diversos dispositivos móveis, mostrando que as pessoas têm necessidade de se comunicar a todo o momento e com muita rapidez, independente do lugar que estão.

Saber trabalhar com o relacionamento entre os seguidores ativos e os silenciosos é questão estratégica para um veículo jornalístico. Assim como os sites dos jornais foram evoluindo com o tempo, o seu perfil nos sites de redes sociais deve seguir pelo mesmo caminho.

No trânsito

A única diferença é que naquela época a evolução era mais lenta e hoje já existem inúmeros cases a serem seguidos. O perfil @transitozh, criado pela Zero Hora, atualiza seus seguidores em tempo real sobre as informações do trânsito na região metropolitana de Porto Alegre.

Através do levantamento de informações realizado por uma equipe de repórteres, pelos perfis de empresas como Concepa e EPTC e informações de seus seguidores, o canal vem ganhando destaque entre os gaúchos por prestar um serviço de grande importância com rapidez e credibilidade.

Mesmo assim, o uso da ferramenta também parece ser algo que ainda não está sendo aproveitado em sua amplitude pela maioria dos veículos, a começar pelos programas usados para publicação dos tweets nos perfis jornalísticos analisados.

As diversas plataformas usadas por Zero Hora, Estadão e O Globo indicam que há dúvida sobre qual delas deve ser utilizada. O problema de usar diversas plataformas é que os veículos não conseguem avaliar os resultados que estão obtendo com a sua presença no site de rede social.

Caso usassem o HootSuite, por exemplo, conseguiriam saber quantas pessoas clicaram nos links postados, o número de citações do perfil por outros usuários do site de rede social, número de retweets, quantos usuários entraram no site da empresa através Twitter, entre tantas outras informações.

Ao saber os assuntos mais clicados, o jornalista pode trabalhar com um maior número de tweets voltados aos temas preferidos de seus seguidores, os fidelizando e ganhando mais seguidores, pois a satisfação é revertida em mensagens positivas sobre o perfil, que se espalham aos outros usuários.

O número elevado de tweets publicados, como é o caso do G1 e do Jornal do Brasil, que postam mais de 50 mensagens por dia (o G1 chega à média de 88), também pode se tornar um problema. Com tanta atualização fica difícil do leitor acompanhar tudo na timeline do seu perfil e, com o passar do tempo, os seguidores ou deixam de seguir o veículo, ou acabam ignorando as suas atualizações.
Texto adequado ao meio

O conteúdo postado no Twitter tanto no G1 quanto no Jornal do Brasil é apenas copiar o que está no site de notícias e colar no site de rede social. O Estadão e a Zero Hora fizeram metade dos posts copiando o site, e outra metade diferenciaram as chamadas do Twitter do seu site de notícias. O Globo foi o único perfil jornalístico analisado que fez todas as chamadas dos seus tweets de forma diferenciada dos títulos das notícias do seu site.

O Twitter é um canal de informação diferente de um site de notícias, por isso exige que o formato de texto seja específico para ele, até pelo número limitado de caracteres que disponibiliza por mensagem. Deste modo, torna-se importante aproveitar o espaço disponibilizado para chamar a atenção dos seguidores com informações relevantes e usando os recursos disponibilizados pela ferramenta, como as hashtags, o replay e o retweet.

As repetições de notícias no perfil do Twitter cometidas pelo O Globo, Estadão e G1 mostram o quanto ainda falta uma atenção especial para esta rede social, visto que os posts repetidos ainda continuam no ar. O mais prejudicado são os seguidores, que recebem notícias repetidas em sua timeline, só o G1 fez isto 15 vezes na semana analisada.

Segundo Steve Johnson, em entrevista a Revista Time, possivelmente daqui há algum tempo o Twitter será sucedido por outra rede social devido a vulnerabilidade de troca que o público deste tipo de mídia possui, mas elementos-chave da plataforma vão ser preservados como a estrutura de contatos dividida em amigos e seguidores, a utilização do serviço também para propósitos informativos sustentado no compartilhamento de links e a possibilidade de busca em tempo real para acessar informações atuais.

Se ele vai ou não continuar a existir não se sabe, mas a sua forma de possibilitar o relacionamento das pessoas revolucionou de tal forma as redes sociais que está cada vez mais complexo se fazer presente sem ser notado. Cabe agora os jornais saberem utilizar essa nova rede de comunicação a seu favor e em prol de um jornalismo mais participativo e ativo na Internet.

Artigo publicado no site Webinsider.

Ações da Nokia, Dell e Coca-Cola em mídias sociais norteiam profissionais de marketing e comunicação ainda pouco experientes no relacionamento online.

O sucesso de uma empresa depende também do relacionamento que ela mantém com seus clientes. Além de vender, é preciso fidelizar. E com o advento das mídias sociais a Internet tornou-se um novo espaço de aproximação entre marcas e clientes.

Através de blogs e perfis em ambientes muito frequentados como no Orkut, Twitter, Facebook e YouTube, entre outros, é possível compartilhar conteúdos, novidades, opiniões e experiências. A presença de uma empresa na Internet reforça e dissemina os valores da marca e facilita a participação do seu público alvo, abrindo espaço para a conservação e a comunicação dirigida.

Mas não basta estar, é preciso saber estar e interagir. Um estudo divulgado este ano pela Associação Comercial de São Paulo mostrou que apenas 17% das empresas paulistanas têm cadastros ativos em mídias sociais. Estes números comprovam que é fácil criar uma conta, o difícil é mantê-la atualizada.

Quem trabalha como analista de mídias sociais precisa conjugar diversos conhecimentos, como conhecer as potencialidades e limitações dos sites de redes sociais, saber qual o perfil e as expectativas dos seus clientes, entender o que eles buscam nestes espaços, definir objetivos de comunicação nesses canais, planejar ações, ficar atento às novidades e escolher a melhor forma de interagir com o público.

Não corra do seu cliente online

A presença de uma marca nestes espaços implica estar ativo e também receptivo. Dúvidas e reclamações sobre os serviços prestados pela empresa vão surgir e, neste tipo de situação, ficar calado pode gerar um sentimento de indignação no consumidor.

A empresa pode escolher em dar o retorno publicamente ou através de contato direto via e-mail ou telefone, mas o importante é não fugir do consumidor. Cedo ou tarde ele vai voltar à rede social e agradecer a atenção ou elogiar o seu produto. Mas se você o ignorar ele vai espalhar a sua insatisfação e isso poderá impactar nas suas vendas, pois a troca de opiniões em redes sociais influencia fortemente na decisão de compra do cliente.

Com a facilidade de acesso à Internet cada vez mais as pessoas pesquisam um produto ou serviço antes de ir até a loja para adquiri-lo. Acessam blogs, sites e, claro, as redes sociais para ver quais são as vantagens e desvantagens do produto.

Siga o exemplo das grandes marcas

Se a marca não é muito conhecida pode-se criar promoções e concursos para ganhar amigos/seguidores e ir investindo em conteúdo interessante sobre o seu segmento de mercado. Se a marca é conhecida, certamente seus fãs já criaram uma comunidade no Orkut para expressar seu amor.

A Coca Cola possui uma comunidade chamada “Eu Amo Coca-Cola” que possui mais de 300 mil membros. Nesses casos uma boa saída é se relacionar com o administrador da comunidade e interagir com os participantes.

Uma ação feita pela Nokia, chamada de Nokia Guru, reúne os fãs de seus aparelhos para ajudar a empresa a responder dúvidas de usuários que se relacionam com a marca das mídias sociais. A recompensa pelo esforço vem através de prêmios que são dados todos os meses ao participante de cada categoria que fizer o maior número de pontos.

Ideais como essas não aumentam apenas o capital social da marca na Internet, mas também se reverte em satisfação dos clientes e no aumento das vendas. O perfil da Dell no Twitter é outro exemplo de empresa que exemplo sabe fidelizar seus clientes através do contato direto com seus mais de 23 mil seguidores.

A Camiseteria, empresa que vende camisetas com estampas exclusivas feitas por designers de todo o Brasil, criou um perfil no Twitter chamado SAC Camiseteria apenas para responder as dúvidas dos seus clientes.

A confiança com o cliente é construída através de respostas rápidas e do acompanhamento diário feito por um especialista no assunto. O grande erro de muitas empresas é pensar que qualquer pessoa sabe usar as redes sociais para promover uma marca. Estar atento as novidades do mercado e contratar especialistas no assunto vai ajudar a sua empresa a se posicionar corretamente nas mídias sociais e conquistar e manter o prestígio junto aos seus consumidores.

Artigo publicado no site Webinsider.

Religiões utilizam os recursos oferecidos pela Web 2.0 para propagar sua mensagem aos fiéis.

Site traz mais de cem opções de redes sociais para enviar orações

Se muitas pessoas deixaram de ir à Igreja com a desculpa da falta de tempo, agora é ela que vem de encontro aos fiéis através da Internet. As diferentes religiões descobriram um mesmo meio para enviar sua mensagem sem que os fiéis precisem sair de casa.

Os sites de buscas comprovam o quanto a fé está ganhando espaço no mundo virtual. Para se ter uma ideia deste crescimento, a palavra religião possui uma média de 450 mil buscas mês no Google, sendo que em novembro foram mais de 673 mil pesquisas feitas sobre esta palavra. Seguido de igrejas 450 mil, e oração 250 mil buscas mês, segundo dados do Google AdWords.

O número de conteúdo relacionados a expressão “oração online” ultrapassa um milhão de páginas. São diversos sites que circulam na rede disponibilizando trechos da bíblia, estudo bíblicos, sermões e, principalmente, pedidos de orações e testemunhos.

A oração repercute nas redes sociais

A Ordem dos Agostinianos Recoletos comemorou o Dia dos Santos, que aconteceu no dia 1º de novembro, com o lançamento de um imonográfico trilíngue sobre a oração para aqueles religiosos que desejam rezar e compartilhar seus comentários sobre a fé nas redes sociais.

Disponibilizado em português, inglês e espanhol, o especial “Unidos pela oração” conta com 42 páginas onde é possível encontrar desde preces vocacionais, até orações para momentos especiais. Segundo informações publicadas no site dos agostinianos, “A Internet se tornou um meio privilegiado para a globalização da fé através da oração. Servindo-se das novas tecnologias, a Ordem acredita ser oportuno compartir sua experiência secular sobre a oração com todos os internautas”.

O site oficial da Ordem foi criado em abril de 2008 e desde então recebe e-mails de vários fiéis solicitando orações para as mais diversas situações ocorridas em suas vidas. Mas o grande diferencial do “Unidos pela oração” é disponibilizar a publicação de orações via Facebook e Twitter. Além disso, o usuário do site pode compartilhar as orações com os seus amigos em outras 150 redes sociais.

Site "Papa para você" aproxima fiéis do Papa através das redes sociais

O Vaticano também não ficou de fora das ferramentas ofertadas pela Web 2.0. Neste ano lançou o site “Papa para você” com o intuito de aproximar Bento XVI dos jovens. O site disponibiliza aplicativos para os fiéis receberem informações pelo Facebook e iPhone em cinco idiomas: inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. Outra rede social utilizada pelo Vaticano é o YouTube. Atualmente o canal possui aproximadamente 40 vídeos mostrando a rotina papal e já teve mais de um milhão e meio de visitas.

No Orkut são mais de mil comunidades ligadas ao ato de orar. A maioria dos scraps deixados pelos participantes pedem orações, outros testemunham graças alcançadas. A comunidade mais popular é Eu creio na no poder da oração, que possui mais de 99 mil membros. Diariamente os participantes da comunidade pedem intercessão por suas famílias, pela saúde de parentes e amigos e ajuda nos seus relacionamentos.

Na comunidade “Oração”, do grupo IRUEMC (Irmão Unidos em Cristo), os 11 mil membros se revezam 24 horas por dia para receber pedidos de orações e dar aconselhamentos. Além da rede social, o grupo mantém contato através do MSN e via e-mail.

No Twitter existem 20 perfis brasileiros destinados ao assunto oração. O perfil Amigos de Oração, de Olinda, Pernambuco, possui mais de 300 seguidores e em seus twitts divulga os artigos do seu blog e os pedidos de orações, campanhas, dicas de filmes religiosos e projetos on-line e off-line do grupo de orações.

Vendas e contribuições espontâneas

Mas não é só oração que circula na rede, a Internet também é usada na venda de artigos religiosos. Mais do que sites, as empresas que vendem este tipo de produto estão aprendendo a ganhar espaço na Web através de campanha no AdWords.

Atualmente existem dez links patrocinados no Google relacionados à expressão “artigos religiosos”, dois em “fé”, três em “Jesus” e dois em “Deus” ( um deles inclusive é um site de namoro entre evangélicos do Brasil).

Até doações podem ser feitas on-line. No site www.oracaoonline.com os fiéis que estão dispostos a interceder por outras pessoas podem solicitar sua carteira de Intercessor de Oração. Para isso, devem se cadastrar no site, enviar uma foto e uma oferta acima de R$10,00, que, segundo a descrição de pagamento, é revertida para cobrir despesas com correio, confecção das carteiras e com a manutenção do site.

A cada dia a Internet nos surpreende com a sua forma democrática de ser um espaço para divulgação e discussão sobre todas as religiões. Cabe a nós aprendermos a usufruir dela da melhor maneira possível sem desrespeitar a opinião e as crenças de cada um.

Artigo publicado no site Outrolado.