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José Alencar, um exemplo de superação

O ex-vice-presidente do Brasil, José Alencar, morreu nesta terça-feira aos 79 anos. Após 13 anos de luta, infelizmente perdeu a última batalha, mas não a guerra.

Entre idas e vindas do hospital e da sala de cirurgia, sempre mostrou perseverança e muita vontade de viver. Somente um guerreiro de verdade conseguiria enfrentar inúmeras dores, quimioterapias, radioterapias e enjoos sem se entregar.

Mariza, sua esposa, também deu um grande exemplo de companheirismo. Inseparável, amou, cuidou e deu forças para o marido até seu último suspiro. Políticos, empresários, personalidades, gente comum, enfim, todo o país lamentou a sua perda.

Segundo alguns comentários que li no Twitter, Alencar conseguiu sobreviver por tanto tempo com a doença, devido suas condições financeiras de se tratar em hospitais particulares e consultar os melhores médicos. Ao contrário dos milhares de brasileiros que enfrentam diariamente as gigantescas filas do SUS para marcar um mero exame.

Não há como negar que o tratamento médico aumentou a expectativa de vida do ex-vice-presidente, mas o fato é que sua demonstração de amor pela vida foi surpreendente. Quantos já perderam as forças na metade do caminho. Quantos desistiram de viver por quase nada. Quantos tiraram sua própria vida por medo de encarar os problemas.

Alencar vai entrar para a história do Brasil como comerciante, político e vencedor. Que seu exemplo seja seguido por todas aquelas pessoas que já não acreditam mais que o dia de amanhã chegará.

Artigo publicado no site Novohamburgo.org

 

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Olhar para si mesmo antes de julgar o próximo. O ensinamento está no livro "O Pequeno Príncipe"

Diferença é aquilo que nos confere características próprias, nos torna seres únicos, amados e odiados. O jeito de se vestir até pode ser parecido com o de outras pessoas, afinal também pertencemos a tribos e seguimos tendências, mas a forma de falar, gesticular, olhar, pensar, amar e agir são distintas de ser humano para ser humano.

Não se julga histórias de amor, tomadas de decisões pessoais ou caminhos escolhidos. Não sabemos o que realmente a pessoa está sentindo ou quais motivos a levaram a ter tais atitudes. Ás vezes até podemos estar por dentro da sua história, mas nem por isso podemos julgá-la, porque nunca saberemos o que nós faríamos se estivéssemos passando pela mesma situação. Nunca conheceremos profundamente a nós mesmos, o que dirá o próximo.

Independente do seu status profissional, da sua formação ou da quantidade de dinheiro que entra por mês na sua conta, você sempre acabará se tornando igual. A forma como veio ao mundo, a sua partida, o chão que pisa, o ar que respira e a água que bebe são as mesmas usufruídas pelos demais.

Um dos maiores defeitos que uma pessoa pode ter é se achar superior aos outros, sentir-se dona da razão e encher a boca para falar o que bem entende. Tudo que você deseja para o outro um dia retornará, e talvez até em dobro.

Não sou moralista, apenas transcrevo as minhas vivências. Não cito cor, credo, raça ou opção sexual, pois acho que estes tipos de escolhas já deveriam ter sido entendidas há tempos pelas pessoas. O assunto vai e volta há anos na mídia, no balcão do bar e na padaria da esquina. Se você não aceita, tudo bem, mas o seu dever é respeitar. Ta aí uma qualidade pouco encontrada hoje em dia, o respeito pelo outro.

O preconceito é um monstro que nasce, cresce e se engrandece. Cabe a cada um decidir se vai liquidá-lo no primeiro sinal de existência ou alimentá-lo durante toda a vida. Você pode até ser igual, mas serão as suas atitudes que vão torná-lo diferente para o bem ou para o mal.

Celulares tiram o sossego das pessoas

Com o barateamento dos celulares a maioria das pessoas passou a adquirir o aparelho para si mesmo e também presentear toda a família. Afinal, nos dias de hoje, não estar “ligado” é sinônimo de retrocesso. E o avanço das tecnologias móveis foi extremamente rápido.

Lembro até hoje da moda do Nokia 5125, era um tijolinho de tão pesado, mas todo mundo tinha. A bateria começava a escorregar com o passar do tempo e a solução era colocar um pedaço de papel para segurá-la. As meninas mais descoladas até enfeitavam com brilhos e estrelinhas a frente do visor. As suas funcionalidades não passavam de receber e fazer ligações, mandar mensagem e servir de relógio e despertador. Quanto saudosismo.

A geração ZY deve se perguntar “mas nem rádio tinha?” não, nem rádio tinha. Hoje o aparelho vem com funcionalidades infinitas, a única coisa que não funciona às vezes são as ligações, de resto ele só falta passar café.

O que dizer então de modelos como iPhone, Blackberry e Smartphone? Além de possuir aplicativos que passam por jogos, previsão do tempo e medição da cerveja para quantidade x de convidados, estão 24h conectados a Internet e com os ícones dos sites de redes sociais já inclusos no menu. Quanta mudança!

Mas até aí toda esta história da evolução me agrada muito, afinal não vivo sem telefone e Internet (e muitos se enquadram neste grupo!). O grande problema da inclusão digital e do avanço tecnológico é a falta de moderação do seu uso por parte das pessoas. Não estou falando da perda do contato físico entre os indivíduos, dos relacionamentos on-line, etc. Estou falando do irritante e altíssimo som que sai daqueles pequenos orifícios do aparelho.

Quem anda de transporte coletivo conhece bem esta realidade. E os que fazem suas caminhadas pelas ruas do bairro também. Não é difícil encontrar alguém segurando o celular na mão e escutando a sua play list sem fone de ouvido e a todo volume, esquecendo-se do bom senso e da convivência em grupo.

Por mais que uma música possa ser relaxante e inspiradora, ela também causa sensações inexplicáveis no humor. E o estado de espírito da pessoa pode se voltar para o lado ruim quando a melodia e/ou a letra não agradam os ouvidos alheios.

Certamente um tradicionalista vai se irritar ao escutar um funk às 7h da manhã. Ou um pagodeiro vai ficar extremamente incomodado com um metaleiro de plantão, que está parado ao seu lado estourando as caixinhas de som do celular. Quando o barulho está atrapalhando muito, vale a pena conversar com a pessoa e pedir gentilmente para diminuir o volume. Se não funcionar, ao menos você tentou fazer algumas audições felizes.

Estilos a parte, o que importa em todos os casos é respeitar os decibéis permitidos e as pessoas presentes no ambiente. No mais, é só salvar suas músicas no aparelho celular ou conectar na sua rádio preferida e descontrair. Com fones de ouvido, por favor.

Artigo publicado na coluna Cotidiano que mantenho no site Novohamburgo.org.

Site da campanha disponibiliza wallpapers

Campanha tenta conscientizar motoristas e pedestres

A campanha do novo sinal elaborada pela Prefeitura de Porto Alegre trouxe a tona um problema com o qual convivemos diariamente: a falta de respeito no trânsito. Alguns dizem que o novo sinal está trazendo resultados positivos para a cidade. Outros argumentam que por ser recente a campanha ainda não é de conhecimento de todos, o que causa má interpretação.

Independente das discussões estamos vivenciando uma ação que nos faz refletir sobre a nossa postura no trânsito da cidade. Motoristas e pedestres devem ajudar a construir uma nova cultura na circulação da cidade. Mas sabemos que esta tarefa não será fácil.

Chega a ser vergonhoso ver uma prefeitura investir o dinheiro do contribuinte com uma campanha de conscientização, pois todos deveriam respeitar e ser respeitados espontaneamente.

Esta semana comecei a reparar com mais atenção as atitudes de pedestres e motoristas de Novo Hamburgo. Resultado, uma vergonha. Ao mesmo tempo em que alguns condutores param atrás da faixa quando veem pessoas esperando para atravessar, outros não dão importância e continuam a dirigir, impedindo que a travessia se concretize.

O pior de tudo foi ouvir as buzinadas daqueles que acham o cúmulo ficar parado em uma faixa de segurança sem sinaleira atrás de um motorista consciente que optou por esperar os pedestres atravessarem.

Pedestres esquecem da faixa, assim como os motoristas

Pedestres esquecem da faixa, assim como os motoristas

Descrentes da faixa de segurança, muitos pedestres se arriscam e atravessam a rua em meio aos carros ou ao fluxo. Aquela costumeira “corridinha” pode acabar em atropelamento, mas a pressa e a falta de paciência fazem os riscos desaparecem da mente das pessoas.

Se motoristas profissionais (taxi, ônibus e lotação) e de carros de passeio aderiram à campanha e começaram a respeitar a faixa de segurança em Porto Alegre, não custa nada tentarmos fazer funcionar por aqui. Para quem ainda não conhece o novo sinal, basta parar sobre a faixa de pedestre que não tem sinaleira, esticar o braço e esperar os carros pararem para atravessar com segurança.

Porém, os órgãos públicos também devem fazer a sua parte melhorando a sinalização do trânsito, principalmente nas ruas mais movimentadas. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) está revitalizando cerca de 20 faixas por dia na Capital. Já em Novo Hamburgo, vemos faixas de segurança em bom estado, mas outras tantas, principalmente nos bairros mais afastados do Centro, mal conseguem ser visualizadas devido à ação do tempo. Cabe a população informar a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SESMUR), que é responsável pela sinalização da cidade, sobre casos como estes através dos telefones 3594-9267 e/ou 3594-9962.

É aquela velha história, se todos fizerem a sua parte vamos construir um lugar melhor para viver. E, nesse caso, transitar

Livro traz discussões teóricas sobre as redes sociais

Livro traz discussões teóricas sobre as redes sociais

Qual o impacto das redes digitais nas relações sociais? O que são sites de redes sociais? Como acontece a disseminação da informação nestes espaços? Como estão organizadas as comunidades? Você sabe o que são topologias de redes sociais?

Estas e outras perguntas são respondidas no livro Redes Sociais na Internet, de autoria de Raquel Recuero. O PDF completo do livro pode ser baixado no site http://www.redessociais.net/.

Jornalista, professora e pesquisadora do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas, Raquel já escreveu diversos artigos sobre o tema. A pesquisadora também possui blog onde fala sobre ciberespaço, jornalismo digital e, principalmente, redes sociais.

Indico esta leitura aos estudantes de comunicação e também àqueles que têm interesse de entender um pouco mais como acontece o fluxo de informação na Web.

Raquel Correia ajuda padastro na oficina de bicicletas

Raquel Correia ajuda padastro na oficina de bicicletas

Último sábado de agosto. Clima de verão em pleno inverno. Um grupo composto por quarenta alunos de jornalismo da Unisinos, câmeras fotográficas, filmadoras, blocos e canetas. Foi com este cenário que partimos para a Vila Brás, localizada em São Leopoldo.

No caminho, discutimos ideias de pautas, mas, na realidade, não sabíamos se elas conseguiriam ser apuradas. Quinze minutos depois chegamos à avenida principal. Um a um descemos a passos lentos do ônibus e, timidamente, começamos a conhecer a Vila.

Organizamos-nos em trio (Daniela, Juliana e Rodnei) e fomos atrás das histórias escondidas naquelas centenas de casas e comércios.  A primeira entrevista que fizemos foi em uma oficina de bicicletas. Raquel Correia, 10 anos, e seu padastro, Moacir de Almeida, 49 anos, que estavam no local, foram muito receptivos.

Através deste primeiro contato entendi a empolgação do Prof. Demétrio ao falar da Vila Brás. E assim seguiu durante toda a manhã. As três horas que ficamos na Vila foram poucas, pois quanto mais escutávamos os moradores, mais queríamos conhecê-los.

Fê, o brilho da Brás

Fê, o brilho da Brás

Quando estávamos voltando a o ônibus, paramos para conversar com um vendedor ambulante e mais que rápido ele disse “Já me entrevistaram e até tiraram foto. Estou ficando famoso”.  Alguns metros a frente entramos em uma locadora e ouvimos a mesma coisa do atendente “Já é o terceiro grupo da Unisinos que vem aqui hoje. Estou me sentindo uma estrela.”

Este atendente tem razão, ele é mesmo uma estrela, assim como os 14 mil habitantes da Brás, e o Jornal Enfoque o único meio de comunicação que faz estas pessoas se sentirem valorizadas.

As conversas que tivemos nesta manhã com os moradores estão interligadas entre si, pois falam de batalha e esperança de uma vida melhor. Muita esperança. A Fernanda, 2 anos, resume o que vimos na Vila. Mesmo com as dificuldades enfrentadas diariamente estas pessoas têm um brilho único no olhar. O sorriso que irradia na face da Fê é o retrato das estrelas da Brás. É deste brilho que o bom jornalismo é feito.

cofrinhoSair do aluguel e ir morar na casa própria, comprar um carro, bancar uma escola particular para os filhos, quitar as dívidas. Estes são alguns dos sonhos da maioria das pessoas. Mas para conseguir atingir estes objetivos precisamos economizar e é aí que encontramos um grande desafio: aprender a cuidar do nosso dinheiro.

Não é necessário ser especialista em economia para conseguir isso, basta ter disciplina. Bacharel em Ciências da Computação e pós-graduando em comunicação digital, Alexandre Wanderer, 35 anos, descobriu como poderia cuidar da sua saúde financeira sem ser especialista na área. Em 1999, ele começou a estudar o assunto através da leitura de livros e de conversas com familiares e amigos.

Depois de conseguir adquirir o controle de suas finanças, passou a ajudar as pessoas a cuidar melhor do seu dinheiro. Atualmente, Wanderer tem um blog www.dinheiroparasempre.com.br onde responde as perguntas de internautas de todo o Brasil sobre investimentos, dívidas, compras, parcelamento, etc.

Nesta semana, fiz uma entrevista com Wanderer para auxiliar os leitores do Blog Cotidiano a cuidar e a aplicar melhor o seu salário.

Daniela – Em tempos de crise mundial, desemprego e valor elevado do custo de vida, como as pessoas podem fazer para economizar?

Alexandre – Primeiro temos que entender que as pessoas não cuidam do seu dinheiro como deveriam. Elas acabam vivendo muito próximas do que a sua renda permite, e algumas até acima deste limite, gerando os endividamentos, portanto não estão preparadas para enfrentar uma diminuição de renda. Mas quando isto acontece, mesmo não estando preparados, podemos começar anotando todos os nossos gastos numa folha de papel, desde um simples cafezinho até as despesas maiores. Assim identificamos para onde vai o nosso dinheiro. Uma vez por semana devemos analisar as anotações para descobrir onde mais gastamos, e verificar se podemos eliminar algumas despesas ou trocar por uma despesa menor. Normalmente uma análise nos gastos nos leva a soluções que diminuem nossa despesa mensal. Não se esqueçam de que esta análise deve ser feita em conjunto por todos os integrantes da família.

D – O famoso “porquinho” é uma opção para quem quer começar a guardar dinheiro ou acabamos deixando de fazer as tão escassas moedinhas faltar na hora do troco?

A – Eu pratico o que chamo de “o troco é meu”. Esta prática me proíbe de gastar qualquer moeda e nota de até R$ 2,00 e funciona assim: quando vou comprar alguma coisa sempre pago com notas acima deste valor e o troco eu guardo. Em outra compra no mesmo dia, não posso usar o troco recebido na compra anterior. No final do dia coloco todo o troco num cofrinho que fica em cima da minha mesa de trabalho. No final do mês faço a contagem de quanto deixei de gastar e este valor deposito numa conta específica no banco. No final do ano a quantia que deixei de gastar em pequenos detalhes é bem interessante, e a utilizo para as férias, presentes de natal, ou qualquer outro gasto que decidimos em família.

D – Guardar o dinheiro na boa e velha caderneta de poupança ou investir? Qual é a melhor opção para fazer o dinheiro render?

A – A caderneta de poupança é interessante para quem tem uma pequena quantia, onde os fundos de investimentos dos bancos cobram taxas de administração muito altas, e que com o desconto do imposto de renda podem render menos que a poupança. Mas ela não é um instrumento para acumulação de riqueza pelo seu baixo rendimento. O que sugiro é que as pessoas que tem quantias pequenas utilizem a poupança até que este valor lhes permita acessar um fundo de investimentos com baixa taxa de administração, um CDB ou até produtos de renda variável.

Mas as pessoas devem entender que para fazer o dinheiro render existem dois ingredientes fundamentais: juros compostos, e disciplina. Albert Einstein já dizia que a maior invenção do ser humano foram os juros compostos. Para se ter uma idéia, aplicando R$ 100,00 por mês, com um rendimento líquido mensal de 0,65%, em 20 anos teremos em torno de R$ 57.000,00 já atualizados para a época, lembrando que apenas R$ 24.000,00 foram investidos. Se continuarmos por mais 10 anos, teremos em torno de R$ 143.000,00, tendo poupado apenas R$ 36.000,00. Em 40 anos serão em torno de R$ 330.000,00. E para que isto aconteça é necessária a disciplina de todos os meses depositar o dinheiro na conta de investimento.

 D – Você sempre diz que juros não se paga, se recebe, mas sabemos que muitos brasileiros recorrem ao empréstimo para quitar as suas dívidas e acabam pagando juros altíssimos. Nestes casos, quando se precisa de dinheiro emprestado, a quem devemos recorrer bancos, cooperativas ou financeiras?

A – O primeiro conselho que dou a estas pessoas é que tirem no mínimo uma hora por semana para cuidar do seu dinheiro. As finanças pessoais são como o nosso corpo, precisam de cuidado. Se uma pessoa está endividada, é como se ela estivesse doente e precisasse de um tratamento. Neste caso o tratamento é fazer uma relação de todas as dívidas, e traçar um plano para eliminação de cada uma, até a sua totalidade. Respondendo a sua pergunta, a melhor alternativa são os amigos e parentes onde os juros são muito menores do que o mercado cobra, mas deve-se ter cuidado para que isto não estrague a relação que existe.

Depois temos as cooperativas de classe, as associações de funcionários, e por último os bancos. Independente do tipo de empréstimo a ser feito, as pessoas devem sempre procurar trocar dívidas caras pelas mais baratas. Se devo no cartão de crédito, pagando juros de 10% ao mês, posso negociar com o meu banco um crédito pessoal onde vou pagar em torno de 6%, que apesar de ser muito caro, é barato comparado com a dívida anterior.

D – Atualmente temos maneiras diferentes e mais seguras trabalhar com o dinheiro, como cheque e cartão de crédito. Qual deles é o melhor?

A – Não existe maneira melhor ou pior para quem tem o domínio das suas finanças. Já para quem é consumista e não controla seu orçamento o cartão de crédito pode ser um problema, visto que só sabemos o valor que gastamos quando chega à fatura. Para estes casos aconselho o cartão de débito onde o dinheiro sai da conta no mesmo momento, e só conseguimos gastar tendo saldo na conta. Cada pessoa tem que encontrar a maneira que mais lhe deixa confortável, o importante é estar sempre acompanhando os

D – Parcelar ou pagar a vista? E se pagar a vista, qual a dica para conseguir guardar o dinheiro e ganhar um desconto?

A – Dificilmente como pessoa física conseguiremos juros para parcelamento que nos façam ganhar mais do que pagando a vista. A minha recomendação é que se faça aquisições sempre a vista, e com dinheiro vivo, exigindo do vendedor todo e qualquer desconto possível. As lojas pagam um percentual da venda para as operadoras de cartão, e o dinheiro pode demorar alguns dias para estar disponível. Quando mostramos que temos dinheiro vivo isto não acontece, nos dando um poderoso instrumento de negociação. Mas não adianta conseguirmos um excelente desconto se o dinheiro for desperdiçado com gastos desnecessários. Então meu conselho é depositar o dinheiro numa conta diferente da conta corrente no banco para evitar o desperdício. Que tal a mesma conta onde depositamos o dinheiro do cofrinho?

Ter uma vida financeira saudável é tão importante quanto termos saúde, então todos nós deveríamos ter um plano de consultoria financeira assim como temos um plano de saúde. Tirando raras exceções, você conhece alguém que nunca fez uma visita a um médico?

Artigo publicado no site novohamburgo.org