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Quem será o herói de amanhã?

Há três semanas, decidi a assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. Como era o primeiro final de semana que o filme estava em cartaz, não preciso nem descrever o tamanho das filas para comprar o ingresso e a pipoca. Tampouco preciso detalhar a mistura de felicidade e ansiedade de crianças, jovens e adultos ao verem o bruxinho mais famoso dos últimos tempos encerrando um ciclo.

O fim da saga de Potter já levou mais de R$3,7 milhões de espectadores brasileiros ao cinema, algo que gira em torno de R$9,2 milhões em faturamento. Sem sombra de dúvidas é uma das maiores arrecadações do cinema mundial.

Enquanto Daniel Radcliffe, protagonista da série Harry Potter, é o principal destaque da indústria cinematográfica atualmente, a coroa de ídolo dos gramados brasileiro está pairando sobre a cabeça de Neymar. Com um currículo invejável para qualquer jogador em início – e até no fim – de carreira, aos 19 anos Neymar conta com quatro títulos, entre eles uma Libertadores, e uma salário de R$1 milhão, além dos adicionais ganhos com direitos de imagem de grandes marcas.

São jovens como Daniel e Neymar que inspiram milhares de adolescentes ao redor do mundo justamente por realizarem mágicas: o primeiro com a sua varinha e, o segundo, com os seus pés. Mas até que ponto isso não é apenas passageiro?

Em um cotidiano onde as figuras heroicas aparecem cada vez com mais frequência, o bruxo de Hogwarts e o atacante santista são hoje idolatrados com fervor, mas no próximo ano possivelmente serão deixados de lado por outros protagonistas que roubarão a cena.  Ou então até o pedestal da fama ser derrubado por algum escândalo. Independente da forma como sua estrela irá se apagar, as notícias sobre os dias de glória desses ídolos serão mais algumas no meio de milhares de informações esquecidas nos sites de pesquisa.

Cabe aos ídolos da atualidade aproveitar cada segundo da sua fama fazendo aquilo que sabem de melhor: arte.

O cotidiano de quem utiliza o transporte coletivo

Você pode até ter carro e não saber o que significa muitas das situações que irei citar, mas em algum momento da sua vida você certamente teve que recorrer ao ônibus e/ou ao trem. Bem-vindo ao cotidiano de milhares de brasileiros!

Depender do transporte coletivo é aprender lições de coletividade, desrespeito, solidariedade, egoísmo e falta de educação. Todos os dias, a Trensurb dá dicas dentro dos trens – e também no seu perfil no Twitter – sobre boas maneiras de convivência no transporte. Alguns reclamam da repetição, mas acredito que só assim as práticas vão se fixar na mente das pessoas, que passarão a contribuir para um cotidiano coletivo muito melhor.

Veja como identificar alguns perfis existentes nesses espaços:

O sem noção e/ ou tarado: Passar por situações constrangedoras e perturbadoras é algo que ninguém está livre quando depende do transporte coletivo. Vai desde ter que escutar o set list do passageiro que não gosta de usar fones de ouvido, até o assédio – principalmente por parte dos homens – que se aproveitam da lotação do veículo para “tirar uma lasquinha”. Seja como for, o recomendado nessas horas é tentar sair do lugar onde se está e procurar um espaço “mais seguro”. Os “sem noção” costumam chamar a atenção do maior número de passageiros possíveis, por isso você facilmente os reconhecerá, ou melhor, os ouvirá. Já os “tarados” costumam ser discretos, mas conseguem deixar uma única pessoa constrangida por toda a lotação do veículo.

O egoísta: Todo mundo sabe que mochilas, sacolas, malas e bolsas são objetos usados para carregar pertences. Desse modo, não necessitam ocupar os bancos destinados aos passageiros. O incrível é que nos últimos tempos essas bagagens passaram a ter vida própria e ignoram a presença da pessoa que está de pé, a qual espera um assento liberar para poder se sentar. Os egoístas do transporte coletivo costumam dar uma de desentendidos e ignorar a situação, como se não tivesse nada a ver com eles.

O fã nº1: Sabe quando os portões de um show se abrem e os fãs saem correndo desesperados para garantir o lugar na primeira fila do palco? Ou quando eles insistem em passar por lugares que todo mundo tem a certeza que é são intransponíveis? Pois é, assim se comportam muitos passageiros, principalmente os que utilizam trens e ônibus. Se você tem alguma dificuldade em caminhar/correr é melhor esperar os “fãs” sossegarem até entrar no veículo. Os fãs costumam empurrar as pessoas que estão na sua frente e a forçar a entrada no veículo mesmo quando não há espaço nem para mais uma pulga. Certamente você não vai conseguir fugir deles, o melhor a fazer é respirar fundo e manter o equilíbrio.

O espaçoso: Se você pega o transporte coletivo todos os dias é bom manter distância dos espaçosos. Eles não perdoam ninguém. Se você está sentado, será atingido pela bolsa, mochila ou sacola dele na cabeça. Caso contrário, terá seus pés pisoteados ou seu rosto será atingido pelo balanço dos cabelos do folgado. Em algumas situações, você poderá estar sentado e levar um susto ao sentir as páginas de um jornal encontrando a sua testa. O espaçoso costuma ser confundido com o egoísta, mas ao contrário do segundo, geralmente perturba o sucesso alheio e se esquece de pedir desculpas.

O solidário: Segurar a bolsa ou a mochila de um estranho quando você está sentado e esta pessoa de pé, é um ato comum no transporte coletivo. Mais até do que ceder o seu lugar a um idoso ou uma gestante. Parar alguns instantes para dar informações a uma pessoa perdida, também faz parte do manual de boas práticas. Os solidários são difíceis de serem reconhecidos, mas não são sujeitos raros – felizmente.

Se você se identificou com algum perfil citado – sem ser o solidário – está na hora de refletir sobre o seu comportamento nesses espaços. Bons exemplos geram boas atitudes, e fazer parte de um espaço coletivo acarreta no exercício de práticas que contribuem para o bem-estar de muitas pessoas.

Turnê U2 360º em São Paulo

Decorar letras, colocar o mesmo CD para tocar dez vezes ao dia, cantarolar no chuveiro, marcar momentos especiais, servir como terapia. Emocionar, alegrar, entristecer, fazer refletir e até remeter para outra dimensão. A música tem todo esse poder e muito mais. E para idolatrar aqueles que têm o dom de compor melodias que marcam uma vida e até gerações, milhares de pessoas vão ao encontro da tão querida banda.

Segundo o dicionário, fã é o “Indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do espetáculo. Pessoa que nutre grande admiração por alguém ou alguma coisa.” Sou uma dessas pessoas, e gostaria de compartilhar com vocês como é a vida de uma fã que realiza o sonho da sua vida ao ver o show do U2.

Tudo começa com a corrida pela compra do ingresso. Você passa horas e até mesmo dias tentando garantir um pequeno pedaço de papel que vale a realização de um sonho. Geralmente são madrugadas mal dormidas dando F5 a cada minuto no computador, na esperança de conseguir entrar no site e realizar a compra. Após pagar o ingresso e as odiadas taxas, chega à fase de garantir as passagens e a hospedagem.

90 mil fãs

Você entra em todos os sites de companhias aéreas, faz cálculos e busca por horários que garantam a sua chegada com antecedência ao local do show e o seu retorno a tempo de ir trabalhar cedo. Para o hotel, pega indicações com amigos, pesquisa na Internet, vê fotos, traça rotas, manda e-mails, liga e faz o depósito. O último passo é falar com o chefe, pedir a folga e explicar como será feita a compensação dessas horas. Pronto, agora é só fazer a contagem regressiva para o GRANDE dia. Essa última fase é a mais difícil.

A espera é um verdadeiro teste de resistência para um fã. Ao final de cada dia você risca com entusiasmo mais um número no calendário. Durante esse tempo que parece passar em slow motion, você faz planos, compra uma roupa nova especialmente para o evento, verifica diversas vezes se a máquina fotográfica e as baterias estão em ótimo estado, busca outros amigos que também vão ir ao show, escuta todos os dias a discografia da banda, lê artigos sobre seus integrantes e acompanha as notícias da turnê.

Um dia antes do show seu coração já bate em ritmo acelerado. A ansiedade toma conta e espanta o sono e a fome. Agora sim, chegou a hora! Você pega o avião, ou o ônibus, e vai o caminho inteiro escutando as músicas que tem quase certeza que serão tocadas. Certeza essa que você adquire após checar o set list dos shows anteriores. O que muitos não imaginam é que esses peregrinos apaixonados por música mais correm do que qualquer outra coisa.

Após chegar a cidade do show você se desloca até o hotel, faz check in, vai atrás de uma condução até o local da apresentação, busca um lugar para comer qualquer coisa, toma muita água, encontra um banheiro e negocia o preço da camiseta da turnê com os vendedores de rua. Em todos esses momentos o fã encara gigantescas filas, que são aproveitadas para se fazer amizade com outros apaixonados pela banda.

Finalmente, após passar pelos portões do local, pela revista e entregar o ingresso, você se depara com o palco e toda a sua estrutura. A escolha do espaço onde você vai ficar é o mais importante nessa hora. Independente se for na pista ou na arquibancada, o objetivo é ficar o mais próximo possível do palco.

Uma palavra traduz tudo: emoção

As horas que antecedem o show parecem se arrastar. Os lugares vão sendo ocupados, os ambula

ntes multiplicam-se, assim como as filas dos bares e dos banheiros. Até que, em certo momento, os refletores do ambiente se apagam e as luzes do palco se acendem: o espetáculo começa. Os integrantes da banda entram e já lançam as primeiras notas. Você sorri, chora, canta, pula e bate palmas, tudo ao mesmo tempo. Um arrepio percorre seu corpo de cima a baixo, suas mãos suam, sua respiração acelera, o chão vai se esvaindo até você ter a nítida sensação de que está flutuando.

Milhares de vozes se juntam a sua, milhares de mãos se erguem e fazem uma belíssima coreografia, milhares de olhos deixam de piscar tamanha a vontade de não perder um segundo daquele momento, milhares de corações batem acelerados explodindo de emoção, milhares de sentimentos se misturam e milhares de flashs disparam de todos os cantos. É um momento mágico, único e inesquecível.

Você sai do show com a sensação de que todo o esforço para chegar até ali valeu a pena, e que cada centavo foi um grande investimento. Sua fascinação pela banda aumenta ainda mais, e você é só alegria. À volta para casa é recheada de lembranças maravilhosas, e sua memória passa e repassa todos aqueles momentos inesquecíveis. É assim a vida de fãs de bandas, é assim a vida de milhares de pessoas que se emocionam com melodias que para outros não passam de barulho.

Artigo publicado no site Novohamburgo.org

Mulheres são sinônimos de beleza, inteligência e superação

No dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, costumamos receber diversos e-mails, principalmente de marcas de roupas e calçados, parabenizando as mulheres pelo seu dia e falando das promoções especiais feitas exclusivamente para a data. Nos jornais impressos, sites, programas de rádio e televisão lá estão às homenagens para mulheres famosas, guerreiras e batalhadoras.

E, por mais que este seja o primeiro ano que temos uma presidenta do Brasil, quando penso em mulheres que são exemplos de superação, lembro-me daquelas que fazem – e fizeram – parte do meu cotidiano: mães, avós, bisavós, tias, madrinhas, irmãs, amigas e professoras.

Foram elas que me ensinaram brincadeiras e receitas; mostraram como cuidar e limpar a casa, o carro e uma criança; deram o passo a passo de uma maquiagem e da forma correta de se vestir em casa ocasião; incentivaram a leitura, os estudos e a escolha de uma profissão; passaram seus valores sobre respeito, educação, cidadania e cultura.

As mulheres do meu cotidiano nunca me deixaram desanimar, desistir ou temer. As mulheres do meu cotidiano explicaram as diferenças entre seguir o caminho certo e o errado. As mulheres do meu cotidiano discutiram comigo sobre religião, política, relacionamentos e futilidades. As mulheres do meu cotidiano me ensinaram os verdadeiros valores de uma mulher.

Poemas, canções, serenatas e declarações feitas até hoje não conseguem expressar o quanto as mulheres são magníficas, maravilhosas e maiúsculas. A todas às mulheres do meu cotidiano, que embelezam dia a dia a minha vida, muito obrigada!

A caravana da alegria vai para a praia em busca de diversão e muita incomodação

Nesta semana, estamos vivendo a véspera do feriadão de Carnaval (que de feriado não tem nada, já que é ponto facultativo). Mesmo assim, seu chefe resolveu fazer um agrado para os funcionários e liberou todo mundo até a próxima terça-feira. Nesse meio tempo, você já trocou mais de 50 e-mails com os amigos para falar da programação do final de semana. O destino escolhido da sua galera – e de outros 170 mil gaúchos – não poderia ser diferente: praia.

Chega à sexta-feira. Você já vai trabalhar com a mala feita, nem que para isso precise ficar arrastando ela em meio às pessoas que pegam o trem e o ônibus. O relógio parece não andar, mas assim que chega às 18h você já está na frente da empresa esperando a carona. E lá se vai a sua caravana da alegria encarar a peregrinação de, no mínimo, 4h até a praia.

Se não bastasse o estresse do motorista com o arranca e para da BR 116 e da Freeway, os passageiros comem salgadinhos e bolachas e enchem o carro, que estava limpinho, de farelo amarelo. A viagem parece não ter fim! Você está super apertada e o pedágio não chega nunca. Cansada do longo e interminável dia de trabalho, louca para tomar um banho e comer um prato abarrotado de comida, ainda precisa encarar a fila do banheiro. Assim começa mais uma peregrinação.

Depois de meia hora na fila e de abrir todos os botões possíveis da calça na tentativa de encontrar um pouco de alívio, você é a próxima. Nesse momento, surge uma mãe  que entra correndo com o filho no colo e para na sua frente. A idosa, que vem mais atrás, se coloca na frente da mãe. E aí se vão mais 10 minutos. Quando você finalmente entra no mictório, lembra- se  que na afobação deixou o papel higiênico dentro da mala. A essa altura resta pensar “Azar”.

A turma finalmente chega à praia e descobre que a casa alugada pela internet parece bem menor que as fotos do anúncio, o chuveiro não tem box, os colchões são mais duros que a vida e o terreno ao lado é baldio e está cheio de poças d’água cheias de mosquito. Mas você ignora tudo, afinal é Carnaval!

Durante os próximo quatro dias você enfrenta fila para disputar 1m² na areia, fila no chuveirinho da praia, fila para comprar um saco de pão na padaria da esquina, fila no supermercado, fila na farmácia, fila para entrar no R$1,99, fila no bazar, fila no crepe, fila no Xis, fila na barraquinha de bebidas da avenida, enfim em todos os lugares que você se aventurar. Nessas filas, você já encontrou umas 20 pessoas conhecidas, levou uns 30 pisões no pé e esbarrou em outros 40 veranistas.

Enquanto isso, na casa alugada, você se irrita com os casais que ocuparam os quartos, pira ao ver todos os copos e pratos da casa sujos na pia e ninguém nem aí para lavá-los, enlouquece ao tentar ler um livro enquanto um amigo estoura os ouvidos de todos com o funk que colocou no carro, e se estressa com aquele namorado mala da sua amiga que se tranca todas as manhãs no banheiro.

Depois de viver todas essas experiências, está na hora de voltar para casa e enfrentar novamente a peregrinação dos veranistas carnavalescos. Você chega ao seu lar doce lar  e a primeira coisa que faz é tomar um banho no seu chuveiro e se atirar na sua cama. Nessa hora, não há como evitar o suspiro de “como é bom voltar”.

A todos que vão enfrentar tudo isso e muito mais, bom Carnaval!

Vitória, o pincher caramelo

Até pouco tempo atrás não compreendia o real significado das dores da velhice. Não falo das dores físicas, mas sim, do quanto é sofrível aceitar que você está se encaminhando para a reta final da sua vida.

Por incrível que pareça a minha inseparável cadela, uma pincher chamada Vitória, me deu uma grande lição. Há dez anos ela faz parte da família e foi conosco que aprendeu a se virar (subir as escadas sozinha, entrar no carro e cuidar do seu filhote) e também a ter manias (ficar emburrada quando está de coleira, arranhar a porta quando quer algo e fingir que engole os remédios).

Quando pequena, corria enlouquecidamente atrás da sua bolinha, aparecia em segundos ao ser chamada e passava mais tempo fazendo arte do que qualquer outra coisa. Hoje, ela logo cansa ao dar uma corridinha, dorme mais de 12h por dia e não vai mais atrás da sua bolinha, já que perdeu 70% de sua visão.

Como sei que ela sofre? O olhar nuca mente, seja de uma pessoa, ou de um animal. Sei que ela se frustra ao acordar e sair batendo a cabeça pela casa, precisar de ajuda para descer as escadas e ser obrigada a tomar um remédio todos os dias para não ter convulsões. E eu? Frustro-me junto, já que não posso fazer muita coisa para mudar a situação, a não ser ajudá-la com as tarefas rotineiras.

Usei o exemplo de um cão, pois acompanhei seu nascimento, seu auge e sua decadência. Através dele vi quanto a vida é curta e frágil, e como ela se acaba rapidamente diante de nossos olhos. Vemos os seres que amamos, sejam  pessoas ou animais, partindo aos poucos  e, geralmente, só nos damos conta disto quando já é tarde demais.

Foi assim que descobri o quanto envelhecer dói. Dói ver que você já cumpriu boa parte da sua trajetória. Dói ter que dizer adeus. Dói saber que o amanhã pode não chegar. Dói não ter nem tempo de se despedir.

Personalidade é uma palavra em baixa nestes últimos tempos. Na verdade, algo que caiu no esquecimento de muitas pessoas.

Vestido bandage

Fui a uma formatura de segundo grau no final do ano e fiquei impressionada com a quantidade de meninas se vestindo de forma igual. Vestidos e saias no estilo bandage (curtos, bem colados e de uma só cor) faziam parte do look de 99% das garotas que estavam se formando. Completavam o visual saltos altíssimos, cabelos lisos e muita maquiagem.

Para se ter uma ideia do quão curto eram os modelitos, elas  precisavam segurar as saias na hora se subir os degraus do palco. Pensei que era algo apenas entre os adolescentes, mas no início do ano fui a uma festa onde entravam apenas pessoas acima dos 21 anos e me deparei com o mesmo cenário. Recebi diversos olhares de desaprovação pelo meu vestido colorido e soltinho.

Nada contra a moda bandage, mas fico me perguntando se estas mulheres não se importam de serem exatamente iguais umas as outras. Logo elas, jovens e bonitas, que sempre tentam se destacar umas das outras e vivem em um clima de “competição”. Logo elas, que se dizem tão independentes, mas que dependem totalmente da personalidade das outras para existirem na sociedade.

Tudo bem que o mundo da moda sempre girou em copiar aquilo que é apresentado nas passarelas e no corpo das celebridades. Porém, nunca vi tanto ctrl+c e ctrl+v no mundo real. Até então, os modismos eram tratados como tendências e cada um se apropriava daquilo que lha caísse melhor.

Amy soltando a voz em Santa Catarina

Amy fazendo show em Santa Catarina

Falam tão mal da Amy Winehouse e ela é um dos maiores exemplos de personalidade própria que conheço. Apesar dos seus vícios, ela não foi na onda de clonar as demais cantoras populares para ter fama. Não liga para modismos e não precisa fazer coreografias para impressionar ninguém, afinal o negócio dela é cantar, e muito!

Artigo publicado no site Novohamburgo.org