Foto: Zero Hora

How many times must I tell you babe (Forever Man). What will you do when you get lonelyand nobody´s waiting by your side? (Layla). If you wanna hang out you’ve got to take her out Cocaine (Cocaine). Oh what a feeling I get when I’m with you (Bad Love). After midnight, we’re gonna let it all hang out (After midnight). I got the key to the highway, Billed out and bound to go (Key to the highway). It’s late in the evening, she’s wondering what clothes to wear (Wonderful Tonight).

Você fica inebriado já no primeiro verso das músicas do Eric Clapton. Os clássicos citados acima se tornaram trilha sonora de muitas histórias. Quantas noites foram passadas em claro tentando entender dilemas da vida ao som do seu blues? Quantos amores e desamores puderam ser traduzidos e consolados através de suas canções? Quantas rodas de violão tocaram a sua música junto a um coro de vozes?

As respostas para essas perguntas existem, porque Clapton sempre soube expressar – maravilhosamente bem – todos seus sentimentos através da sua voz e da dupla inseparável violão/guitarra. Assim como muitos, o primeiro contato que tive com a sua música foi através da canção Tears in Heaven – feita em homenagem ao filho. Eu era uma criança, mas mesmo assim fui tocada de um modo diferente por aquele melancólico som.

Com o passar dos anos, comecei a admirar Clapton e a escutar, quase que diariamente, álbuns como Layla and Other Assorted Love Songs, The Layla Sessions, Eric Clapton’s Rainbow Concert, Just One Night, Clapton Chronicles: The Best of Eric Clapton, One More Car, One More Rider, Eric Clapton and Steve Winwood, Sessions For Robert J, From The Cradle e Eric Clapton’s Rainbow Concert.

Perguntava-me como ele conseguia fazer aquela mágica com a guitarra, mas bastou ler sua história de vida para entender por que cada nota é tocada com tamanha emoção. A música sempre foi um refúgio para Clapton. Sua trajetória é marcada por perdas, brigas e tristezas. Enfrentou um difícil início de carreira; o vício em heroína e álcool; a morte do guitarrista Stevie Ray Vaughan – que estava em turnê com Clapton – e mais dois membros da sua equipe em um acidente de helicóptero; a perda do filho Conor, de quatro anos, após cair da janela do seu apartamento; e o amor não correspondido pela esposa do seu melhor amigo.

No dia 6 de outubro fui ao seu show em Porto Alegre. Ele só disse “Good night”, mas nem mesmo a sua falta de diálogo e os problemas de infraestrutura do local puderam acabar com a noite do blues. Cada nota que saia da sua guitarra trazia à tona uma lembrança, uma alegria, uma tristeza. Nesse emaranhado de sentimentos, o choro da sua guitarra também despertava as lágrimas daqueles que ali se faziam presentes.

O blues de Clapton o fez superar diversos obstáculos e ensinou que a música faz sim parte da vida – e da morte – e que ela dura eternamente. Sábio ensinamento do Deus da Guitarra.

Promoções em redes sociais vão além dos sorteios de iPads e podem render mais quando há engajamento. Veja três exemplos: Doritos, Ruffles e de um buscador de produtos eróticos.

Além de divulgar a sua marca, os sites de redes sociais são canais perfeitos para o lançamento de produtos que estão atrelados a promoções. Basta observar sua timeline no Twitter – certamente você, ao menos uma vez ao dia, vê uma marca divulgando promoções ou alguma das pessoas que você segue participando delas através de retuites.

No Facebook não é diferente. As empresas estão usando os eventos do site para promoverem seus sorteios. Geralmente ele pede para clicar em “Eu vou” na página do evento promocional e repassar o convite para o maior número possível de amigos.

Atrelar a sua marca a esse tipo de promoção é ideia defasada. Geralmente o prazo é curto para se pensar em dinâmicas diferenciadas, mas dá para se fazer ações criativas em pouco tempo e com um custo relativamente baixo, se comparado ao buzz que ela pode gerar. Para isso, é essencial chamar a atenção do seu público e fazer com que ele participe e, consequentemente, divulgue para seus amigos.

Aqui no Brasil não faltam exemplos criativos. Uma promoção que chamou a atenção na última semana foi a do buscador de produtos eróticos Sexônico, que lançou o 1º Concurso Nacional de Gemidos. Até parece piada, mas não é. A promoção propõe que os participantes gravem e divulguem seus gemidos nas redes sociais para ganharem votos.

Após a comissão avaliadora – ninguém menos que Leão Lobo, Edu Testosterona, Acid Girl e Pietra Príncipe – escolher a melhor performance, o vencedor leva um carro zero para casa.

As empresas de salgadinhos são mestres na hora de criar dinâmicas diferenciadas. A promoção Ruffles – Faça-me um sabor vai dar R$ 50 mil para o melhor novo sabor sugerido para a batata frita e mais 1% do lucro gerado pela venda do produto durante meio ano.

Já o Doritos, resolveu pedir para seus fãs no Facebook contarem uma história, com a ajuda dos amigos, em até 15 posts e com um limite de 140 caracteres cada. Na promoção, denominada Uncut, ao final de cada dia a criação mais curtida vira um storyboard animado e o vencedor, entre os 15 finalistas, ganha uma viagem para Hollywood.

Bons prêmios e dinâmicas diferenciadas são as premissas básicas para fazer uma promoção obter resultados satisfatórios na internet. Não se prenda a ideias manjadas e a prêmios que são popularmente oferecidos – como, por exemplo, os produtos da Apple. Uma promoção bem planejada gera propaganda positiva da marca e, principalmente, relacionamento.

 

Artigo publicado no site Webinsider

Sites

Eu só queria fazer sites. Não sei ao certo quando isso começou. Só sei que sonhava em fazer sites que atendessem as expectativas do cliente e virassem cases. O problema é que, na prática, o mundo ideal dos sites não existe. Por isso, resolvi escrever esse desabafo – compartilhado por muito de vocês – afim de que possamos pensar em soluções para acabar com grande parte desses problemas vividos.

Eu só queria fazer sites que não precisassem existir no IE 6 e fossem programados em ASP.

Eu só queria fazer sites que fossem efetivamente testados e não apresentassem surpresas desagradáveis no IE, o navegador geralmente usado pela maioria dos usuários.

Eu só queria fazer sites que não tivessem gerenciadores bugados e viessem com um manual de instruções de como aplicar gambiarras que são necessárias para publicar um conteúdo.

Eu só queria fazer sites com uma arquitetura de informação que siga as heurísticas de Nielsen e não as preferências pessoais do diretor de arte.

Eu só queria fazer sites com um layout bonito e funcional, que não tivessem como requisito o ctrl c + ctrl v do material impresso da marca. Afinal, impresso é impresso e online é online. Nem tudo que se faz para um é aplicado no outro, pois cada plataforma tem suas especificidades. Qual a dificuldade em entender isso?

Eu só queria fazer sites que tivessem um conteúdo próprio e não aquele copiado do material impresso, que possui dezenas de linhas e uma linguagem que não é apropriada para a internet.

Eu só queria fazer sites que fossem bem programados, sem precisar ouvir que o código está uma porcaria e que levará o dobro do tempo para fazer uma manutenção.

Eu só queria fazer que entrassem no ar no prazo combinado.

Eu só queria fazer sites que seguissem as ideias apresentadas pelo planejamento e chegassem ao resultado esperado.

Eu só queria que o atendimento tratasse todos os clientes como únicos e exclusivos.

Eu só queria fazer sites que fossem bem conduzidos pelos gerentes de projetos.

Eu só queria fazer sites que não mudassem de estrutura na fase de desenvolvimento.

Eu só queria acessar o analytics do site após uma semana do seu lançamento e descobrir que o código responsável por medir seus acessos foi inserido e não subiu comentado.

Eu só queria que os clientes entendessem que cada etapa do processo é pensada e baseada em estudos. Certamente o menu está na horizontal e o logo naquele tamanho, porque é assim que as informações serão mais bem assimiladas e vistas pelos usuários. São leis de usabilidade usadas e aceitas mundialmente.

Eu só queria fazer sites que trouxessem recompensas ricas de navegação e informação para os usuários.

Eu só queria fazer sites que fossem levados a sério pela equipe, afinal, a ideia pode ser do planejamento, a organização pode ser do arquiteto, o layout pode ser do diretor de arte, o código pode ser do programador, a qualidade do funcionamento pode ser do tester e a condução pode ser do GP, mas o projeto é de todos.

Enfim, eu só queria fazer sites.

Quem será o herói de amanhã?

Há três semanas, decidi a assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. Como era o primeiro final de semana que o filme estava em cartaz, não preciso nem descrever o tamanho das filas para comprar o ingresso e a pipoca. Tampouco preciso detalhar a mistura de felicidade e ansiedade de crianças, jovens e adultos ao verem o bruxinho mais famoso dos últimos tempos encerrando um ciclo.

O fim da saga de Potter já levou mais de R$3,7 milhões de espectadores brasileiros ao cinema, algo que gira em torno de R$9,2 milhões em faturamento. Sem sombra de dúvidas é uma das maiores arrecadações do cinema mundial.

Enquanto Daniel Radcliffe, protagonista da série Harry Potter, é o principal destaque da indústria cinematográfica atualmente, a coroa de ídolo dos gramados brasileiro está pairando sobre a cabeça de Neymar. Com um currículo invejável para qualquer jogador em início – e até no fim – de carreira, aos 19 anos Neymar conta com quatro títulos, entre eles uma Libertadores, e uma salário de R$1 milhão, além dos adicionais ganhos com direitos de imagem de grandes marcas.

São jovens como Daniel e Neymar que inspiram milhares de adolescentes ao redor do mundo justamente por realizarem mágicas: o primeiro com a sua varinha e, o segundo, com os seus pés. Mas até que ponto isso não é apenas passageiro?

Em um cotidiano onde as figuras heroicas aparecem cada vez com mais frequência, o bruxo de Hogwarts e o atacante santista são hoje idolatrados com fervor, mas no próximo ano possivelmente serão deixados de lado por outros protagonistas que roubarão a cena.  Ou então até o pedestal da fama ser derrubado por algum escândalo. Independente da forma como sua estrela irá se apagar, as notícias sobre os dias de glória desses ídolos serão mais algumas no meio de milhares de informações esquecidas nos sites de pesquisa.

Cabe aos ídolos da atualidade aproveitar cada segundo da sua fama fazendo aquilo que sabem de melhor: arte.

O Google lançou, no final de junho, a distribuição de convites para a sua nova rede social: o Google+. Depois das tentativas frustradas de modernização do Orkut e do lançamento do Google Buzz, Google Wave e Google Mars, o Google+ promete ser melhor que o Facebook – que hoje conta com 750 milhões de usuários. Neste um mês de existência, o Google+ ganhou 18 milhões de usuários, que usam o botão “+1” 2,3bilhões de vezes por dia para compartilhar conteúdo. Esse número já é metade dos itens compartilhados diariamente no Facebook. Se continuar nesse ritmo, serão cerca de 100 milhões de usuários em três meses.

Segundo um levantamento feito pelo Hitwise, que analisou o tráfego ao site do Google+, a maioria dos visitantes  vem de outros sites do Google. Em relação aos usuário, 57% são homens, destes, 38% têm entre 25 e 34 anos. As cidades mais presentes na rede social são dos Estados Unidos: Los Angeles, Nova York e San Francisco. O site TechCrunch explica que, por mais que o Google Plus tenha milhões de usuários cadastrados, apenas uma pequena parcela utiliza realmente a rede social.

O Google+ não deixa de ser uma versão simplificada do Facebook, mas tem vantagens sobre o seu rival. Entre elas, estão a possibilidade de criar círculos de amigos, conversar com até dez pessoas através de um chat em vídeo (Hangout) e a integração facilitada para quem possui celulares com sistema Android. Para ter uma ideia, todos os dias são ativados 550 mil aparelhos com o sistema por dia.

Agora vamos esperar para ver se o Google+ vai pegar. Mas se ele não fizer sucesso, tudo bem, o Google certamente criará outro serviço, e outro, e outro, até chegar ao seu objeto: ser o proprietário do maior site de rede social da internet. Afinal, o que ele mais quer é unificar seu império na internet, que conta o seu buscador, o Gmail, o Google Maps, o YouTube, o Picasa e o Chrome. Se você não gostou de cara do Google+ não tem problema, pois já foi criada outra novidade. Trata-se do Cosmic Panda, uma ferramenta experimental para mudar a interface do YouTube.

Novidades a parte do gigante da internet, a grande questão é que não param de surgir sites de redes sociais, espaços estes que as pessoas precisam informar seus dados, publicar fotos, vídeos, informações, entre tantas outras coisas. Cada vez mais você vê, ao sair de casa, as pessoas chegando numa festa, restaurante, supermercado, não importa o lugar, e dando check-in no Foursquare. Ou tirando uma foto e publicando no Twitpic, no Instagram, no Yfrog. Os jogos do Playstation 3, por exemplo, se jogados online, publicam no perfil do Facebook ou do Twitter os troféus que a pessoa ganha a cada fase que passa.

Assim como o Google, a vida on-line virou uma competição. Algo inusitado aconteceu? Veja quantos irão retirar seus celulares do bolso e publicar a foto e/ou a informação em alguma rede social. Acompanhe a quantidade de amigos que competem por pontuação e prefeituras no Foursquare. Conte quantos minutos irão se passar até alguém comentar seu novo status no Facebook. Só não observe muito, se não alguém vai passar na sua frente.

Artigo publicado no site Nós da Comunicação.

O cotidiano de quem utiliza o transporte coletivo

Você pode até ter carro e não saber o que significa muitas das situações que irei citar, mas em algum momento da sua vida você certamente teve que recorrer ao ônibus e/ou ao trem. Bem-vindo ao cotidiano de milhares de brasileiros!

Depender do transporte coletivo é aprender lições de coletividade, desrespeito, solidariedade, egoísmo e falta de educação. Todos os dias, a Trensurb dá dicas dentro dos trens – e também no seu perfil no Twitter – sobre boas maneiras de convivência no transporte. Alguns reclamam da repetição, mas acredito que só assim as práticas vão se fixar na mente das pessoas, que passarão a contribuir para um cotidiano coletivo muito melhor.

Veja como identificar alguns perfis existentes nesses espaços:

O sem noção e/ ou tarado: Passar por situações constrangedoras e perturbadoras é algo que ninguém está livre quando depende do transporte coletivo. Vai desde ter que escutar o set list do passageiro que não gosta de usar fones de ouvido, até o assédio – principalmente por parte dos homens – que se aproveitam da lotação do veículo para “tirar uma lasquinha”. Seja como for, o recomendado nessas horas é tentar sair do lugar onde se está e procurar um espaço “mais seguro”. Os “sem noção” costumam chamar a atenção do maior número de passageiros possíveis, por isso você facilmente os reconhecerá, ou melhor, os ouvirá. Já os “tarados” costumam ser discretos, mas conseguem deixar uma única pessoa constrangida por toda a lotação do veículo.

O egoísta: Todo mundo sabe que mochilas, sacolas, malas e bolsas são objetos usados para carregar pertences. Desse modo, não necessitam ocupar os bancos destinados aos passageiros. O incrível é que nos últimos tempos essas bagagens passaram a ter vida própria e ignoram a presença da pessoa que está de pé, a qual espera um assento liberar para poder se sentar. Os egoístas do transporte coletivo costumam dar uma de desentendidos e ignorar a situação, como se não tivesse nada a ver com eles.

O fã nº1: Sabe quando os portões de um show se abrem e os fãs saem correndo desesperados para garantir o lugar na primeira fila do palco? Ou quando eles insistem em passar por lugares que todo mundo tem a certeza que é são intransponíveis? Pois é, assim se comportam muitos passageiros, principalmente os que utilizam trens e ônibus. Se você tem alguma dificuldade em caminhar/correr é melhor esperar os “fãs” sossegarem até entrar no veículo. Os fãs costumam empurrar as pessoas que estão na sua frente e a forçar a entrada no veículo mesmo quando não há espaço nem para mais uma pulga. Certamente você não vai conseguir fugir deles, o melhor a fazer é respirar fundo e manter o equilíbrio.

O espaçoso: Se você pega o transporte coletivo todos os dias é bom manter distância dos espaçosos. Eles não perdoam ninguém. Se você está sentado, será atingido pela bolsa, mochila ou sacola dele na cabeça. Caso contrário, terá seus pés pisoteados ou seu rosto será atingido pelo balanço dos cabelos do folgado. Em algumas situações, você poderá estar sentado e levar um susto ao sentir as páginas de um jornal encontrando a sua testa. O espaçoso costuma ser confundido com o egoísta, mas ao contrário do segundo, geralmente perturba o sucesso alheio e se esquece de pedir desculpas.

O solidário: Segurar a bolsa ou a mochila de um estranho quando você está sentado e esta pessoa de pé, é um ato comum no transporte coletivo. Mais até do que ceder o seu lugar a um idoso ou uma gestante. Parar alguns instantes para dar informações a uma pessoa perdida, também faz parte do manual de boas práticas. Os solidários são difíceis de serem reconhecidos, mas não são sujeitos raros – felizmente.

Se você se identificou com algum perfil citado – sem ser o solidário – está na hora de refletir sobre o seu comportamento nesses espaços. Bons exemplos geram boas atitudes, e fazer parte de um espaço coletivo acarreta no exercício de práticas que contribuem para o bem-estar de muitas pessoas.

Turnê U2 360º em São Paulo

Decorar letras, colocar o mesmo CD para tocar dez vezes ao dia, cantarolar no chuveiro, marcar momentos especiais, servir como terapia. Emocionar, alegrar, entristecer, fazer refletir e até remeter para outra dimensão. A música tem todo esse poder e muito mais. E para idolatrar aqueles que têm o dom de compor melodias que marcam uma vida e até gerações, milhares de pessoas vão ao encontro da tão querida banda.

Segundo o dicionário, fã é o “Indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do espetáculo. Pessoa que nutre grande admiração por alguém ou alguma coisa.” Sou uma dessas pessoas, e gostaria de compartilhar com vocês como é a vida de uma fã que realiza o sonho da sua vida ao ver o show do U2.

Tudo começa com a corrida pela compra do ingresso. Você passa horas e até mesmo dias tentando garantir um pequeno pedaço de papel que vale a realização de um sonho. Geralmente são madrugadas mal dormidas dando F5 a cada minuto no computador, na esperança de conseguir entrar no site e realizar a compra. Após pagar o ingresso e as odiadas taxas, chega à fase de garantir as passagens e a hospedagem.

90 mil fãs

Você entra em todos os sites de companhias aéreas, faz cálculos e busca por horários que garantam a sua chegada com antecedência ao local do show e o seu retorno a tempo de ir trabalhar cedo. Para o hotel, pega indicações com amigos, pesquisa na Internet, vê fotos, traça rotas, manda e-mails, liga e faz o depósito. O último passo é falar com o chefe, pedir a folga e explicar como será feita a compensação dessas horas. Pronto, agora é só fazer a contagem regressiva para o GRANDE dia. Essa última fase é a mais difícil.

A espera é um verdadeiro teste de resistência para um fã. Ao final de cada dia você risca com entusiasmo mais um número no calendário. Durante esse tempo que parece passar em slow motion, você faz planos, compra uma roupa nova especialmente para o evento, verifica diversas vezes se a máquina fotográfica e as baterias estão em ótimo estado, busca outros amigos que também vão ir ao show, escuta todos os dias a discografia da banda, lê artigos sobre seus integrantes e acompanha as notícias da turnê.

Um dia antes do show seu coração já bate em ritmo acelerado. A ansiedade toma conta e espanta o sono e a fome. Agora sim, chegou a hora! Você pega o avião, ou o ônibus, e vai o caminho inteiro escutando as músicas que tem quase certeza que serão tocadas. Certeza essa que você adquire após checar o set list dos shows anteriores. O que muitos não imaginam é que esses peregrinos apaixonados por música mais correm do que qualquer outra coisa.

Após chegar a cidade do show você se desloca até o hotel, faz check in, vai atrás de uma condução até o local da apresentação, busca um lugar para comer qualquer coisa, toma muita água, encontra um banheiro e negocia o preço da camiseta da turnê com os vendedores de rua. Em todos esses momentos o fã encara gigantescas filas, que são aproveitadas para se fazer amizade com outros apaixonados pela banda.

Finalmente, após passar pelos portões do local, pela revista e entregar o ingresso, você se depara com o palco e toda a sua estrutura. A escolha do espaço onde você vai ficar é o mais importante nessa hora. Independente se for na pista ou na arquibancada, o objetivo é ficar o mais próximo possível do palco.

Uma palavra traduz tudo: emoção

As horas que antecedem o show parecem se arrastar. Os lugares vão sendo ocupados, os ambula

ntes multiplicam-se, assim como as filas dos bares e dos banheiros. Até que, em certo momento, os refletores do ambiente se apagam e as luzes do palco se acendem: o espetáculo começa. Os integrantes da banda entram e já lançam as primeiras notas. Você sorri, chora, canta, pula e bate palmas, tudo ao mesmo tempo. Um arrepio percorre seu corpo de cima a baixo, suas mãos suam, sua respiração acelera, o chão vai se esvaindo até você ter a nítida sensação de que está flutuando.

Milhares de vozes se juntam a sua, milhares de mãos se erguem e fazem uma belíssima coreografia, milhares de olhos deixam de piscar tamanha a vontade de não perder um segundo daquele momento, milhares de corações batem acelerados explodindo de emoção, milhares de sentimentos se misturam e milhares de flashs disparam de todos os cantos. É um momento mágico, único e inesquecível.

Você sai do show com a sensação de que todo o esforço para chegar até ali valeu a pena, e que cada centavo foi um grande investimento. Sua fascinação pela banda aumenta ainda mais, e você é só alegria. À volta para casa é recheada de lembranças maravilhosas, e sua memória passa e repassa todos aqueles momentos inesquecíveis. É assim a vida de fãs de bandas, é assim a vida de milhares de pessoas que se emocionam com melodias que para outros não passam de barulho.

Artigo publicado no site Novohamburgo.org