O movimento estudantil no Brasil
Foto: Daniela Machado

A luta pela ética na política e pelos direitos dos cidadãos já fez milhares de estudantes saírem das salas de aula e invadirem as ruas desse país. Os movimentos estudantis existem no Brasil desde a época da escravidão, mas foi só a partir da criação da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 13 de agosto de 1937, que esses jovens começaram realmente a lutar pela democracia e pela justiça social no Brasil.
Desde então, a UNE participou de diversos movimentos importantes como a manifestação contra o regime nazi-fascista que se instaurou no país com o Estado Novo. Também exigiu uma posição do Brasil contra o Eixo durante a Segunda Guerra Mundial e lutou pelo fim da ditadura Vargas.
Em 1947 a UNE aderiu à campanha O Petróleo é Nosso e nos anos 60, somada às representações estaduais de estudantes universitários, se posicionou ao lado dos movimentos populares.
Querendo mudanças, os movimentos estudantis criam os Centros Populares de Cultura e levam as discussões dos problemas sociais brasileiros a diversas regiões do país através do teatro, do cinema e da música.
A União Nacional dos Estudantes ficou ao lado do presidente João Goulart na greve geral de 1962 e lutou pela reforma educacional. Mesmo com a Ditadura Militar instaurada em 1964, os estudantes continuam, na ilegalidade, reivindicando por uma sociedade mais justa e igualitária.
A decretação do Ato Institucional Número 5 (AI-5) fez calar os movimentos estudantis até o final dos anos 70, quando os jovens voltaram às ruas para lutar pela anistia e pela instauração do regime democrático.
Em 1985 a UNE retorna à legalidade e os grêmios e centros estudantis ressurgem. Mas o último e maior movimento estudantil do país foi a Manifestação dos Caras Pintadas, ocorrida no ano de 1992. Nesse ato, os estudantes manifestaram-se a favor do impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello, pintaram o rosto e se posicionaram contra a corrupção na política.
Novos rumos
O movimento estudantil brasileiro acordou neste ano. A invasão da reitoria da Universidade de Brasília (UnB), no dia 15 de abril, resultou na renúncia do então reitor Timothy Mullholand, suspeito de usar indevidamente os recursos públicos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para equipar o apartamento funcional em que morava.
Mas ainda é muito pouco. Segundo o jornal Folha de São Paulo as pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis com 8.000 jovens de 15 a 24 anos, demonstrou que apenas 3% dos estudantes participam de associações estudantis.
Para que o movimento estudantil continue sendo um local representativo para os jovens estudantes se faz necessário um maior engajamento de todos. Os ideais precisam sair do mundinho isolado de cada um e se expandir, unindo-se a tantos outros por uma causa maior. Espaços como o D.A, DCE e Grêmios Estudantis devem ser melhor aproveitados.
Por comodidade, falta de tempo ou medo, os jovens ficam acuados e acabam tornando-se pessoas passivas e sem opinião sobre os acontecimentos do cenário político nacional. Está mais do que na hora do movimento estudantil tomar novos rumos. Caso contrário, tudo vai continuar acabando em pizza.




Daniela,parabéns pelo site,foi a minha fonte de pesquisa.Gostei muito do modo claro como explicou essa questão do movimento estudantil.Estou na 8ª série e aprendi muito nessa pesquisa.Obrigado