Igreja da Ascensão pode virar Patrimônio Histórico da cidade
Abril 24, 2008
Para muitos ela pode ser apenas mais uma igreja no centro da cidade de Novo Hamburgo, para outros é um belo ponto turístico. Contudo, a Igreja da Ascensão de Nosso Senhor, da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Novo Hamburgo, é uma igreja diferente das demais devido a um grande detalhe: o seu estilo neogótico.
A maioria dos moradores da cidade até sabe que esta igreja possui um esse estilo incomum, porém são poucos aqueles que apontam as características que a leva a se encaixar na arte Neogótica, que recupera as características da Arte Gótica da Idade Média.

Sites da cidade definem a Igreja da Ascensão como um ponto turístico religioso do município. A própria igreja tem um site, onde conta a história de sua construção, trazendo fotos e depoimentos daqueles que estiveram presentes em sua inauguração, além de atas e documentos.
No último dia 11, o Pastor Hardi Brandenburg entrou com uma solicitação, junto a Secretaria da Cultura de Novo Hamburgo, para pedir o tombamento da igreja e do órgão como Patrimônios Históricos da cidade. Segundo Brandenburg, que está há seis anos na Igreja da Ascensão, a comunidade hamburguense tem um grande apreço pelas características arquitetônicas externas e internas do templo.
Anualmente, a igreja recebe 10 mil visitas tanto de pessoas que fazem suas orações, como daquelas que a procuram para admirar a sua beleza. Em abril do ano passado, iniciou-se a primeira fase da reforma, feita por uma empresa de Santa Cruz do Sul. “Nessa primeira parte, restauramos o órgão e o mezanino. Em outubro deste ano pretendemos dar início a segunda parte, que é a restauração do estuque de madeira que sustenta as abóbadas, comprometido pelo cupim”, explica o Pastor.
A reforma depende da colaboração da comunidade. Através de carnês mensais ou de ofertas espontâneas, qualquer um pode ajudar “Temos urgência na restauração, pois a estrutura do teto está comprometida. Não vamos mexer na cobertura, apenas controlar possíveis vazamentos de água e acabar com os cupins”, diz Brandenburg. O teto da igreja é dividido em seis passarelas e uma das idéias da restauração é facilitar o acesso das pessoas ao interior do telhado, para que possam conhecer também esta parte da igreja.
Caso o projeto de Tombamento Histórico seja aprovado, recursos públicos vão viabilizar as reformas, que podem chegar a um milhão de reais. O Presbitério (Diretoria) é o responsável pelo gerenciamento da conservação do patrimônio da igreja. Colaboradores com vínculos empregatícios e voluntários trabalham na conservação do templo, que em outubro deste ano completa 57 anos.
Reportagem publicada no site Novo Hamburgo.org
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